Dodge mantém apenas dois nomes de Janot no grupo da Lava Jato | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.09.2017
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Brasil

Dodge mantém apenas dois nomes de Janot no grupo da Lava Jato

Um dia após posse, procuradora-geral da República oficializa membros da nova força-tarefa na PGR. Dos dez procuradores que compunham grupo de seu sucessor, dois ficam e cinco integram equipe de transição por 30 dias.

O ex-procurador-geral, Rodrigo Janot, e a atual, Raquel Dodge, em foto de 2015

O ex-procurador-geral, Rodrigo Janot, e a atual, Raquel Dodge, em foto de 2015

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, oficializou nesta terça-feira (19/09) os nomes que farão parte do grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR). Apenas dois procuradores que trabalhavam com seu antecessor, Rodrigo Janot, foram mantidos.

Outros cinco dos dez membros que compunham a equipe do ex-procurador-geral continuam no grupo por apenas mais 30 dias, para auxiliar na transição das investigações. Após esse período, novas nomeações de membros permanentes devem ser realizadas.

Leia também: O que vai ser da Lava Jato sob Dodge?

Os demais procuradores, segundo nota da PGR, pediram para deixar a força-tarefa no fim do prazo de designação, 17 de setembro, alegando motivos pessoais. Durante sua campanha e até antes da posse, em reunião com Janot para discutir a transição na cúpula do Ministério Pública Federal, Dodge indicou que convidaria os investigadores para continuar no grupo da Lava Jato.

As portarias com os nomes dos procuradores foram publicadas nesta terça-feira no Diário Oficial da União, um dia depois de Dodge tomar posse em Brasília, na presença do presidente Michel Temer.

Farão parte do grupo de trabalho, de forma permanente, os procuradores José Alfredo de Paula Silva, Raquel Branquinho, Hebert Reis Mesquita, José Ricardo Teixeira Alves, Luana Vargas Macedo, Marcelo Ribeiro de Oliveira, Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento Costa – os dois últimos são os remanescentes do antigo grupo da gestão Janot.

Os oito servidores têm experiência em casos de combate à corrupção. José Alfredo de Paula Silva, que será o coordenador do grupo, trabalhou no caso do mensalão petista e na Operação Zelotes.

Os cinco procuradores que permanecem por apenas 30 dias são Sérgio Bruno Fernandes, antigo coordenador do grupo de trabalho, Fernando Antonio Oliveira Junior, Melina Castro Flores, Rodrigo Telles de Souza e Wilton Queiroz de Lima. Nesse período, eles vão auxiliar na "transição de equipes e análise dos desdobramentos das investigações levadas a efeito pela força-tarefa", diz o texto.

Em uma das portarias do Diário Oficial, Dodge estabelece ainda atribuições aos membros da força-tarefa da Lava Jato. Entre elas, realizar oitivas e produzir provas, participar de audiências judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF), requisitar informações e documentos relevantes às investigações e participar de instruções destinadas à assinatura de acordos de delação premiada.

Segundo a publicação no Diário Oficial, Dodge também decidiu subordinar o grupo de trabalho da Lava Jato à recém-criada Secretaria da Função Penal Originária, junto ao STF, que ficará sob responsabilidade de Raquel Branquinho, uma das procuradoras da força-tarefa.

A nova procuradora-geral assumiu o cargo nesta segunda-feira. Com um discurso em tom conciliador, ela afirmou que a estabilidade da nação depende da harmonia entre os três poderes e, sem mencionar a Lava Jato, destacou que o combate à corrupção é importante, mas que também há outras tarefas a cumprir.

Vista como adversária de Janot, Dodge foi indicada ao cargo por Temer e aprovada pelo Congresso em julho. Ela é a primeira mulher a ocupar o posto. Seu mandato é de dois anos.

EK/abr/ots

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