Destroços achados em Moçambique são ″quase com certeza″ do MH370 | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.04.2016
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Mundo

Destroços achados em Moçambique são "quase com certeza" do MH370

Peças encontradas na costa africana em dezembro e fevereiro foram analisadas pela Austrália, que acredita se tratar do avião desaparecido da Malaysia Airlines. Tragédia completou dois anos com poucas respostas.

Parte de avião encontrada em Moçambique em fevereiro traz a inscrição: Não pise

Parte de avião encontrada em Moçambique em fevereiro traz a frase: "Não pise"

Fontes oficiais informaram nesta terça-feira (19/04) que os destroços encontrados na costa de Moçambique há alguns meses pertencem "quase com toda a certeza" ao voo MH370 da Malaysia Airlines, desaparecido há mais de dois anos.

As duas peças, uma que é parte da asa e outra do estabilizador na parte traseira do avião, foram localizadas em 27 de dezembro de 2015 e 27 de fevereiro de 2016, a 220 quilômetros uma da outra, no mar próximo ao país africano.

Enviados posteriormente a Austrália, os destroços foram analisados pela Agência de Segurança de Transportes do país (ATBS, na sigla em inglês), que lidera as buscas. Segundo o órgão, as dimensões e pinturas das peças batem com as do Boeing 777 da Malaysia Airlines.

Em comunicado, a ATBS informou que os restos serão enviados à Malásia ainda nesta semana. Desde a semana passada, a agência também investiga outros destroços encontrados na África do Sul e nas Ilhas Maurício, a fim de determinar sua procedência.

A Austrália lidera uma operação, composta pela Malásia e China, que procura por destroços do avião numa área de cerca de 120 mil quilômetros quadrados, em zona remota do Oceano Índico.

O MH370, com destino a Pequim, desapareceu no dia 8 de março de 2014, pouco depois de decolar do aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia. O Boeing 777 levava 239 pessoas a bordo.

Informações de satélite indicam que o avião caiu no sul do Índico, mas não há evidências sobre o que provocou a queda. Autoridades acreditam que a aeronave voou em piloto automático por linha reta pelo oceano durante horas antes de cair por falta de combustível.

Até então, entre os fragmentos encontrados, o único que foi confirmado como sendo do voo MH370 são pedaços de uma asa achados na ilha francesa de Reunião, também no Índico.

EK/afp/dpa/lusa

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