Desemprego atinge recorde de 14,4 milhões de pessoas em fevereiro | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 30.04.2021

Conheça a nova DW

Dê uma olhada exclusiva na versão beta da nova DW. Sua opinião nos ajudará a torná-la ainda melhor.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Economia

Desemprego atinge recorde de 14,4 milhões de pessoas em fevereiro

População desalentada, que não trabalha e desistiu de procurar emprego, também bate recorde e chega a 6 milhões. Número de pessoas trabalhando é 7,8 milhões menor do que há um ano.

Mulheres trabalhando em fabrica de costura

População ocupada no período foi de 85,9 milhões de pessoas, 8,3% menor do que o mesmo trimestre do ano anterior

O Brasil registrou no trimestre móvel de dezembro a fevereiro uma população desempregada de 14,4 milhões de pessoas, o maior número desde 2012, quando começa a série histórica. São 2,1 milhões de desempregados a mais do que no mesmo trimestre do ano anterior, quando a pandemia de covid-19 ainda não havia provocado efeitos na economia.

Pessoas desempregadas são aquelas em idade para trabalhar que não estão trabalhando, apesar de estarem disponíveis e terem procurado um trabalho nos 30 dias anteriores à realização da pesquisa.

A taxa de desemprego, que mede a parcela das pessoas na força de trabalho que estão desempregadas, chegou a 14,4% no trimestre de dezembro a fevereiro. É a segunda maior da série, superada apenas pelo trimestre de julho a setembro de 2020, quando foi de 14,6%.

Comparado com o trimestre móvel anterior, de novembro a janeiro, o número de desempregados no trimestre encerrado em fevereiro cresceu em 151 mil e a taxa de desemprego aumentou 0,2 ponto percentual.

A população desalentada, que reúne os que não estão empregados mas desistiram de procurar por trabalho, também foi o recorde da série histórica, com 6 milhões de pessoas nessa situação, 26,8% a mais do que no mesmo período do ano anterior.

O dados foram apurados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e divulgados nesta sexta-feira (30/04).

7,8 milhões a menos de trabalhadores

A população ocupada no trimestre móvel de dezembro a fevereiro foi de 85,9 milhões de pessoas, 8,3% menor do que o mesmo trimestre do ano anterior. Em um ano, o número de pessoas trabalhando foi reduzido em 7,8 milhões.

Já o número de pessoas empregadas com carteira de trabalho no setor privado, sem considerar trabalhadores domésticos, foi de 29,7 milhões de pessoas no último trimestre móvel, queda de 11,7% em relação ao mesmo período de 2020, ou 3,9 milhões de pessoas.

O número de trabalhadores por contra própria chegou a 23,7 milhões, 3,1% a mais do que o trimestre anterior, o que indica pessoas que perderam empregos buscando alternativas como empreendedores individuais, muitas vezes em condições precárias. Mesmo assim, esse grupo é 3,4% menor do que há um ano.

Renda total caiu em um ano

Em geral, o número de desempregados registra aumentos sazonais no início de todos os anos, devido à dispensa de pessoas que são contratadas para trabalhos temporários no final do ano anterior.

Neste ano, porém, a piora da pandemia no início do ano e a interrupção do auxílio emergencial, que servia de estímulo à economia, podem ter contribuído para uma alta maior.

O rendimento real habitual, que mostra quanto as pessoas ocupadas receberam por mês em média, foi de R$ 2.520 no trimestre de dezembro a fevereiro, 2,5% menor do que no trimestre móvel anterior e estável em relação ao mesmo trimestre de 2020.

A massa de rendimento real habitual, que soma todos os rendimentos das pessoas ocupadas, somou R$ 211,2 bilhões, estável ante o trimestre anterior e 7,4% menor do que o mesmo trimestre do ano anterior.

bl (ots)