Desafetos republicanos de Trump parabenizam Biden | Cobertura especial sobre as eleições nos Estados Unidos | DW | 08.11.2020

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Eleições nos EUA

Desafetos republicanos de Trump parabenizam Biden

Mitt Romney, Jeb Bush e a viúva do ex-senador John McCain celebram resultado que marcou derrota do seu colega de partido Donald Trump.

Figuras proeminentes do Partido Republicano que tiveram embates com Donald Trump no passado parabenizaram neste sábado (07/11) o democrata Joe Biden pela vitória nas eleições presidenciais. Entre os desafetos de Trump que não lamentaram sua derrota estão dois ex-presidenciáveis, Mitt Romney e Jeb Bush, e a viúva do ex-senador e ex-presidenciável John McCain, que participou ativamente da campanha de Biden no estado-chave do Arizona.

Romney, que liderou esforços da ala moderada do Partido Republicano em 2016 para impedir uma candidatura de Trump naquele ano, disse que Biden e sua vice, Kamala Harris, são "pessoas de boa vontade".

"Ann (esposa de Romney) e eu estendemos nossas congratulações ao presidente eleito Joe Biden e à vice-presidente eleita Kamala Harris. Nós conhecemos ambos como pessoas de boa vontade e caráter admirável. Rezamos para que Deus os abençoe nos dias e anos adiante", escreveu Romney em sua conta no Twitter.

Romney foi candidato à presidência pelo Partido Republicano em 2012. Ele foi derrotado por Barack Obama e passou anos sendo alvo de comentários negativos de Trump por sua performance naquela eleição. Romney foi o único senador republicano a votar pelo impeachment de Trump em janeiro. No final de outubro, ele disse que não havia votado em Trump nestas eleições, quando depositou seu voto antecipadamente.

Outro alvo de Trump no passado, Jeb Bush, ex-governador da Flórida e filho e irmão de dois ex-presidentes republicanos, disse que vai rezar pelo sucesso de Biden como presidente. "Parabéns ao presidente eleito Joe Biden. Eu rezei pelo nosso presidente pela maior parte da minha vida adulta. Rezarei por você e pelo seu sucesso. Agora é hora de curar feridas profundas. Muitos estão contando com você para liderar o caminho", escreveu o republicano em sua conta no Twitter.

Jeb Bush foi pré-candidato à Presidência pelo Partido Republicano em 2016. Nas primárias, foi alvo intenso de zombaria por parte de Trump, que o apelidou de "Jeb Baixa Energia". Jeb acabou se retirando da corrida. A indicação foi conquistada por Trump.

A antipatia por Trump não é incomum entre o clã Bush.  Antes de falecer, o patriarca da família, o ex-presidente Geroge H. Bush, disse que votou pela democrata Hillary Clinron.

Outra figura do Partido Republicano que celebrou a vitória de Biden neste sábado é Cindy McCain, viúva do ex-presidenciável John McCain.

"Parabéns ao meu querido amigo e presidente eleito Joe Biden e à vice-presidente eleita Kamala Harris. É hora de ir além da política e construir uma América mais forte. Eu sei que Joe unificará o país em direção a um futuro melhor", escreveu no Twitter. Filiada ao Partido Republicano, Cindy participou ativamente de esforços para conquistar votos para Biden no estado do Arizona, reduto político do seu falecido marido. A apuração no estado, por décadas um bastião republicano, ainda está em andamento, com Biden à frente.

Em 2016, Trump provocou repúdio em praticamente todo o espectro político nos EUA, ao chamar McCain, um veterano condecorado da Guerra do Vietnã, de "perdedor" por ter sido aprisionado pelo inimigo durante o conflito. No cativeiro, McCain foi regularmente torturado pelo norte-vietnamitas por mais de cinco anos.

McCain, que liderou uma candidatura republicana de perfil majoritariamente moderada no pleito de 2008, foi responsável, como senador, por dar o voto decisivo para derrubar a proposta de Trump que pretendia extinguir o Obamacare. Ele ainda deixou instruções para que Trump não fosse convidado para seu funeral em 2018. Em um gesto mesquinho, Trump ordenou que as bandeiras da Casa Branca não ficassem inicialmente a meio mastro em homenagem ao senador. Ele só cedeu após receber uma enxurrada de críticas.

O governador republicano de Maryland, Larry Hogan, que nos últimos dias criticou abertamente as manobras de Trump para semear dúvidas sobre a legitimidade da eleição, também parabenizou Biden.

"Parabéns ao presidente eleito Biden. Todos deveriam desejar que nosso presidente seja bem-sucedido porque precisamos que nosso país tenha sucesso. Temos grandes desafios pela frente como país. Agora, mais do que nunca, precisamos nos unir como americanos", escreveu no Twitter.