Correspondente da DW é preso em Belarus | Notícias internacionais e análises | DW | 27.03.2021

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Liberdade de imprensa

Correspondente da DW é preso em Belarus

Repórter filmava em Minsk ao ser levado para delegacia sem qualquer explicação. "Risco é muito maior para jornalistas bielorrussos", comenta Nicholas Connolly. Protestos por renúncia de Lukashenko reaquecem.

Repórter da DW Nicholas Connolly

Repórter Nicholas Connolly foi detido em Minsk pela segunda vez em três dias

Nicholas Connolly é cidadão alemão e credenciado no Departamento de Imprensa do governo bielorrusso como correspondente da DW. Na tarde deste sábado (27/03), durante uma filmagem, ele foi levado em custódia policial para uma delegacia na capital Minsk. Lá, os agentes examinaram seus documentos, e ele foi instado a mostrar o material filmado, caso contrário seria preso e seus telefones celulares e equipamento, confiscados.

A DW protestou contra a detenção junto às autoridades locais e a Denis Sidorenko, o embaixador de Belarus em Berlim, exigindo a libertação imediata e incondicional de seu correspondente. Se qualquer outra explicação, o diplomata afirmou que Connolly poderia ser apanhado na delegacia por um funcionário da embaixada alemã em Minsk.

"Não nos deixaremos intimidar"

O superintendente da Deutsche Welle, Peter Limbourg, comentou o incidente: "É escandaloso com que métodos mesmo jornalistas credenciados são agora coagidos em Belarus. No entanto, não nos deixaremos intimidar em nossos esforços de fornecer informações livres à população bielorrussa. Estamos gratos ao embaixador alemão em Minsk por seu apoio decidido."

Ao ser detido, o correspondente da DW cobria uma pequena passeata de protesto fora do centro da capital. Após sua libertação, relatou: "Durante todas as cinco horas na delegacia policial, ninguém me disse de que me acusavam concretamente. O regime de Belarus tenta simplesmente criminalizar o jornalismo. Os profissionais bielorrussos estão expostos a um risco ainda muito maior do que repórteres de veículos internacionais."

Na quinta-feira, Connolly já fora abordado por uma viatura policial, quando filmava em Minsk, e levado para a delegacia. Os policiais o liberaram após verificar a validade de seu credenciamento. Em 27 de agosto, a repórter Alexandra Boguslavskaya, também correspondente da DW no país, havia sido presa em condições semelhantes.

Policiais dispersam manifestação na capital bielorrussa, Minsk

Policiais dispersam manifestação na capital bielorrussa

Volta dos protestos contra Lukashenko

Acompanhados por grande mobilização policial, houve novos protestos isolados contra o presidente Alexander Lukashenko neste sábado. Como mostram fotos e vídeos nas redes sociais, os agentes agiram em parte de forma brutal ao prender manifestantes. Até a noite, o centro de direitos humanos Wesna registrara os nomes de mais de 100 detidos, entre os quais cinco jornalistas.

Após a eleição presidencial de 9 de agosto de 2020, ainda considerada fraudulenta, centenas de milhares de cidadãos saíram às ruas exigindo a renúncia do chefe de Estado reeleito. As forças de segurança reprimiram os atos com brutalidade, prendendo dezenas de milhares. Lukashenko governa de modo autocrático desde 1994, conta com a Rússia como aliada.

A oposição bielorrussa registra agora as primeiras manifestações de massa de 2021. Durante os meses de inverno não houve maiores atos de protesto, também por medo da excessiva violência policial. Só na quinta-feira, declarada "Dia da Liberdade", centenas voltaram a ir às ruas contra Lukashenko. A polícia registrou mais de 200 detenções, também de motoristas que buzinavam em solidariedade aos manifestantes .

av (DW,Reuters,AFP,DPA)

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