Coronavírus: dois passageiros de cruzeiro morrem no Japão | Notícias internacionais e análises | DW | 20.02.2020

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Mundo

Coronavírus: dois passageiros de cruzeiro morrem no Japão

Sobe para 634 cifra de ocupantes do Diamond Princess infectados pelo Covid-19. Autoridades japonesas são criticadas por gestão do surto no navio. Outros 29 passageiros estariam em estado crítico.

Navio Diamond Princess em Yokohama, ao sul de Tóquio

Diamond Princess está atracado em Yokohama, ao sul de Tóquio

Dois idosos infectados pelo coronavírus causador da doença Covid-19 que estavam a bordo do cruzeiro Diamond Princess, em quarentena no Japão, morreram, informou nesta quinta-feira (20/02) o Ministério da Saúde japonês.

A emissora pública japonesa NHK afirmou, citando fontes do governo, que as vítimas são uma mulher e um homem com cerca de 80 anos de idade. Os dois octogenários tinham alguns problemas de saúde e foram retirados do navio em 11 e 12 de fevereiro.

A agência de notícias Kyodo reportou que outras 29 pessoas estão em estado crítico. O Ministério da Saúde japonês não confirmou imediatamente essa informação.

Estes são os primeiros casos fatais entre as mais de 634 pessoas com Covid-19 no navio Diamond Princess, elevando para três o número de mortes causadas pelo novo coronavírus no Japão. O cruzeiro, ancorado no porto de Yokohama, ao sul de Tóquio, é o maior foco do coronavírus fora da China continental. 

Nesta quarta-feira, as autoridades japonesas deram início à operação de desembarque dos passageiros saudáveis, após o término do período de quarentena do navio, iniciado em 3 de fevereiro. A operação tem encerramento previsto para esta sexta-feira.

Mais de 400 passageiros desembarcaram do navio na quarta-feira, depois de seus exames darem negativo para Covid-19 e não mostrarem sintomas durante o período de quarentena de 14 dias. Eles foram colocados em quarentena novamente em seus países de origem. Outros 500 passageiros começaram a deixar o navio nesta quinta-feira.

O governo japonês vem sofrendo críticas por sua gestão do surto no navio de cruzeiro, que transportava cerca de 3.700 pessoas.

Os passageiros foram instruídos a permanecer em suas cabines a partir de 5 de fevereiro, numa tentativa de conter o vírus. Mas esses esforços "podem não ter sido suficientes para impedir a transmissão entre indivíduos no navio", afirmou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.

O Ministério da Saúde do Japão defendeu suas ações, afirmando ter realizado "consultas sobre o controle adequado de infecções no navio" com especialistas e adotado uma série de medidas.

O número de mortos na China chegou a 2.118 nesta quinta-feira. Mais de 74 mil pessoas foram infectadas na China, a maioria delas na província central de Hubei. Centenas de casos foram confirmados em mais de duas dúzias de países. Duas pessoas morreram da doença no Irã na quarta-feira – as primeiras mortes no Oriente Médio.

Incluindo os dois passageiros do navio de cruzeiro no Japão, dez pessoas já morreram pelo coronavírus fora da China continental.

MD/rtr/afp/lusa

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