″Coringa″ ganha o Leão de Ouro em Veneza | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 07.09.2019
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Cinema

"Coringa" ganha o Leão de Ouro em Veneza

Drama sombrio de Todd Phillips é o grande vencedor do Festival de Cinema de Veneza. Apesar das polêmicas, obra de Polanski fica em segundo lugar. Único dirigido por brasileiro, filme de Bárbara Paz também é premiado.

O diretor Todd Phillips e o ator Joaquin Phoenix recebem o Leão de Ouro em Veneza por Coringa

O diretor Todd Phillips e o ator Joaquin Phoenix recebem o Leão de Ouro em Veneza por "Coringa"

O drama sombrio Coringa, sobre as origens do famoso vilão, conquistou neste sábado (07/09) o Leão de Ouro, o prêmio mais importante do Festival de Cinema de Veneza.

No filme dirigido por Todd Phillips, quem interpreta o inimigo do Batman é o ator Joaquin Phoenix, que recebeu ótimas avaliações dos críticos do festival. A história segue a transformação do personagem de um vulnerável solitário a um vilão confiante.

Coringa se distancia dos filmes típicos de super-heróis. Phillips disse ter se inspirado em obras dos anos 1970, usando iluminação e trilha sonora sombrias para compor o longa. O filme tem estreia prevista para 3 de outubro em vários países, inclusive no Brasil.

"Quero agradecer à [produtora] Warner Bros e à [editora] DC Comics por saírem de sua zona de conforto e tomarem um passo tão ousado comigo e com meu filme", afirmou o diretor em seu discurso durante a cerimônia de entrega do prêmio.

Joaquin Phoenix em cena de Coringa

Joaquin Phoenix interpreta o inimigo do Batman no filme dirigido por Todd Phillips

O Grande Prêmio do Júri, o segundo mais importante do festival, ficou com An officer and a spy, um drama militar de Roman Polanski, com estreia nos cinemas prevista para novembro.

Em tempos de #MeToo e com apenas duas diretoras mulheres entre os 21 cineastas escalados para a competição, o festival foi alvo de críticas por incluir a obra de Polanski na programação, em meio a polêmicas sobre a condenação do cineasta polaco por crime sexual.

Os organizadores do evento em Veneza defenderam a inclusão de Polanski, argumentando que não é o homem que está sendo julgado pela competição, mas o seu filme.

Polanski, que fugiu dos Estados Unidos após se declarar culpado em 1977 da acusação de ter tido relações sexuais com uma menina de 13 anos em Los Angeles, não viajou a Veneza para o festival. A mulher dele, Emmanuelle Seigner, que estrela o filme, recebeu o prêmio em seu nome.

O Leão de Prata de Melhor Diretor foi para o sueco Roy Andersson, pelo filme About endlessness, uma colagem de curtas histórias sobre bondade e crueldade.

O diretor italiano Franco Maresca levou o Prêmio Especial do Júri por seu documentário satírico The mafia is not what it used to be. E o Prêmio de Melhor Roteiro foi para o cineasta chinês Yonfan pela animação No. 7 Cherry Lane, um romance ambientado nos anos 1960 em Hong Kong.

As estatuetas de melhor atriz e melhor ator foram para a francesa Ariane Ascaride, que interpreta uma mãe desesperada em ajudar sua família financeiramente falida em Gloria mundi, e para o italiano Luca Marinelli, por seu retrato de um pobre e aspirante escritor em Martin Eden.

Bárbara Paz recebe prêmio de melhor documentário sobre cinema da mostra Classics

Bárbara Paz recebe prêmio de melhor documentário sobre cinema da mostra Classics

Prêmio para o Brasil

O Brasil esteve pouco representado na edição deste ano do Festival de Veneza. O único longa dirigido por um brasileiro foi o documentário Babenco: alguém tem que ouvir o coração e dizer: parou, de Bárbara Paz. A obra levou o prêmio de melhor documentário sobre cinema da mostra Classics.

O documentário acompanha os últimos anos de vida do cineasta Hector Babenco, que morreu em 2016 e foi companheiro de Paz por nove anos. "Estou muito emocionada e honrada. Hector dizia que fazer filmes era viver um dia a mais. Hector, obrigada por acreditar em mim. Amo-o para sempre", disse a diretora ao receber o prêmio em Veneza.

"Este é um prêmio muito importante para o meu país. Precisamos dizer não à censura. Vida longa à liberdade de expressão", acrescentou Paz, fazendo referência às políticas do presidente Jair Bolsonaro para a área de cultura, as quais muitos acusam de tentar implementar censuras.

EK/afp/dpa/rtr/ots

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