Coreias disparam mísseis balísticos em meio a paralisia diplomática | Notícias internacionais e análises | DW | 15.09.2021

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Ásia

Coreias disparam mísseis balísticos em meio a paralisia diplomática

Norte e Sul realizam disparos em intervalo de apenas poucas horas. Conversações nucleares entre os EUA e o regime norte-coreano estão paralisadas desde 2019.

Kim Jong-un

Kim Jong-un não tem dado mostras de avançar na desnuclearização, como querem os EUA

No intervalo de poucas horas, a Coreia do Norte e a Coreia do Sul realizaram testes de mísseis balísticos nesta quarta-feira (15/09), em meio à paralisação das conversações nucleares entre os EUA e o regime norte-coreano.

A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos não identificados no Mar do Japão, comunicou o chefe do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul. Os mísseis voaram cerca de 800 km, a uma altura máxima de cerca de 60 km.

A última vez que o regime de Kim Jong-un havia disparado um míssil balístico fora no final de março, quando testou o que parecia ser uma versão do seu projétil KN-23, capaz de realizar trajetórias muito difíceis de interceptar.

Apenas horas depois foi a vez de a Coreia do Sul declarar que realizou seu primeiro teste de míssil balístico lançado a partir de um submarino. O gabinete do presidente sul-coreano, Moon Jae-in, comunicou que o chefe de Estado acompanhou o teste.

O míssil disparado de um submarino da classe de 3 mil toneladas voou uma distância previamente definida antes de atingir um alvo designado. A Coreia do Sul tornou-se, assim, o oitavo país do mundo a ter essa tecnologia avançada.

Moon Jae-in e Wang Yi

Ministro chinês do Exterior, Wang Yi (e), foi a Seul para se encontrar com Moon

Diplomacia parada

É pouco comum a Coreia do Sul comunicar testes de armas justamente para não provocar a Coreia do Norte. Especialistas disseram que Moon pode estar respondendo a críticas internas de que não atua com rigor perante a Coreia do Norte.

É também pouco comum a Coreia do Norte fazer testes provocadores quando a China, seu principal aliado, está envolvida em eventos diplomáticos. Porém, no momento do lançamento, o ministro chinês do Exterior, Wang Yi, estava em Seul para se encontrar com Moon para debater a retomada das conversações nucleares. Na terça, um enviado americano estava em Tóquio para debater o mesmo tema com representantes do Japão e da Coreia do Sul.

Em março, a Coreia do Norte interrompera uma pausa de um ano em testes balísticos, continuando uma tradição de testar a reação de um novo governo dos Estados Unidos às suas provocações.

As conversações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte estão paralisadas desde 2019, quando o diálogo entre o então presidente Donald Trump e Kim fracassou devido a sanções americanas. O governo do presidente Joe Biden demostrou disposição para conversar, mas acrescentou que as sanções só serão aliviadas se a Coreia do Norte avançar na desnuclearização.

Japão reage

O lançamento norte-coreano desta quarta também foi detectado pela guarda costeira japonesa, que indicou que os mísseis caíram fora da sua zona econômica exclusiva e que nenhum navio ou avião comunicou danos devido aos lançamentos.

O primeiro-ministro do Japão, Yoshihide Suga, condenou os lançamentos e afirmou que, além de violar resoluções internacionais, eles representam uma ameaça à paz e à segurança do seu país. Ele expressou o seu "forte protesto" e lembrou que o teste viola resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Os lançamentos realizados por Pyongyang desta quarta ocorreu pouco depois de o regime norte-coreano ter afirmado que testou um novo tipo de míssil de cruzeiro de longo alcance no fim de semana.

as/lf (Lusa, Efe, AP)

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