Coreia do Norte dispara dois mísseis em primeiro teste de 2020 | Notícias internacionais e análises | DW | 02.03.2020
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Mundo

Coreia do Norte dispara dois mísseis em primeiro teste de 2020

Lançamento de dois supostos projéteis balísticos de curto alcance ocorre após Pyongyang ter feito pausa de três meses em testes de foguetes. Analistas especulam que regime estava concentrado no combate a coronavírus.

Disparo de míssil em televisão

TV sul-coreana mostra imagem de arquivo de teste de míssil norte-coreano

A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira (02/03) dois supostos mísseis balísticos de curto alcance no Mar do Japão. A informação foi divulgada por autoridades sul-coreanas.

Os lançamentos ocorreram dois dias depois de a mídia estatal da Coreia do Norte afirmar que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, supervisionou um exercício de artilharia.

Os chefes de Estado-Maior da Coreia do Sul disseram que os projéteis foram disparados de uma área perto da cidade costeira de Wonsan e voaram cerca de 240 quilômetros para nordeste, em direção a mar aberto, chegando a atingir uma altitude de cerca de 35 quilômetros.

Segundo as mesmas fontes, os militares sul-coreanos e americanos estavam tentando conjuntamente fazer uma análise mais detalhada dos lançamentos. Representantes do Estado-Maior Conjunto dos EUA disseram a repórteres presumirem que os projéteis são mísseis balísticos de curto alcance. O ministro da Defesa do Japão também confirmou os testes e falou inicialmente de dois "foguetes balísticos".

De acordo com agência de notícias sul-coreana Yonhap, trata-se do primeiro gande teste de armamentos realizado pela Coreia do Norte em 2020. O lançamento ocorre após uma pausa de três meses nos testes de mísseis norte-coreanos. O último foi no fim de novembro.

Observadores especulam que a pausa pode ter tido relação com a necessidade de o regime concentrar seus esforços no combate à disseminação do novo coronavírus. Até agora, o país não reportou nenhum caso de contágio da doença. Analistas especularam que a interrupção de treinamento e outras atividades envolvendo a reunião de soldados tenham tido como objetivo reduzir a possibilidade de o vírus se espalhar entre os militares. 

Kim havia começado o novo ano prometendo reforçar a capacidade nuclear do país diante de sanções americanas que classificou como exigências de "gangster". Ele aproveitou uma reunião de alto nível de seu partido, no final de dezembro, para alertar sobre uma "nova arma" norte-coreana, em resposta às negociações nucleares paralisadas com o governo Trump.

A Coreia do Sul e os Estados Unidos decidiram suspender seus exercícios militares conjuntos indefinidamente devido ao surto de coronavírus na Coreia do Sul, que infectou soldados de ambos os países. A Coreia do Sul relatou nesta segunda-feira 476 novos casos de coronavírus, elevando sua contagem para 4.212 casos no país.

MD/rtr/ap/dpa

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