Conselho de Segurança da ONU condena ataques na Síria | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 24.12.2011
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Mundo

Conselho de Segurança da ONU condena ataques na Síria

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, apelou para que o governo sírio implemente o plano de paz da Liga Árabe. Ao menos 44 pessoas morreram nos atentados com carros-bomba em Damasco.

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Local dos ataque em Damasco

O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou os atentados suicidas ocorridos em Damasco qualificando-os como ataques terroristas. "O terrorismo, em todas as suas formas e manifestações, constitui uma das mais sérias ameaças à paz e segurança internacionais", diz o comunicado do órgão mais poderoso das Nações Unidas, divulgado na noite desta sexta-feira (23/12).

Os ataques com carros-bomba mataram ao menos 44 pessoas e feriram mais de 100 na capital síria, segundo a imprensa estatal do país. A agência de notícias DPA informa que 50 pessoas morreram, com base em informações de funcionários de hospitais.

Os ataques contra prédios das forças de segurança e do serviço secreto sírio foram os primeiros desde o início dos protestos contra o regime do presidente Bashar al Assad, há cerca de nove meses. O governo culpou a rede terrorista Al Qaeda pelos atentados.

Antes do Conselho de Segurança, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já havia manifestado "profunda inquietação" pelo aumento da violência na Síria. Ban pediu um imediato fim da violência e apelou ao governo sírio para que implemente o plano de paz proposto pela Liga Árabe.

Segundo a versão oficial do governo sírio, dois terroristas explodiram os carros por eles conduzidos. Mas grupos de oposição disseram ter dúvidas de que se trata realmente de ataque de terroristas, argumentando que o local é extremamente vigiado por ser sede do serviço secreto.

O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal movimento oposicionista, acusou o regime do presidente Bashar de responsabilidade direta nos dois atentados. O regime quis enviar uma mensagem de advertência aos observadores para que não se aproximem dos centros de segurança, sugeriu o movimento da oposição.

AS/dpa/lusa/rtr
Revisão: Mariana Santos

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