Conselho de Segurança condena violência na Síria, mas sem resolução | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 04.08.2011
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Mundo

Conselho de Segurança condena violência na Síria, mas sem resolução

Em declaração, órgão pede o fim imediato de toda a violência a ambos os lados. Presidente Assad permite fundação de novos partidos, mas não tira tanques das ruas.

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Cidade de Hama: tanques nas ruas para reprimir protestos

Horas depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter aprovado uma declaração presidencial condenando os ataques contra civis na Síria, o presidente do país, Bashar al-Assad, assinou nesta quinta-feira (04/08) um decreto permitindo a fundação de novos partidos – uma das principais reivindicação dos manifestantes, que protestam desde março.

Por se tratar de um decreto, a medida não precisa da aprovação do Parlamento sírio e permite que outros partidos atuem paralelamente ao Baath, no poder desde 1963. Estão proibidos, no entanto, partidos fundados com base religiosa, afiliação tribal, interesses regionais ou organizações profissionais, assim como aqueles que fazem diferença por raça, sexo ou etnia.

Apelo internacional

Apesar da medida política, os tanques continuam nas ruas da Síria. Na reunião de quarta-feira, o Conselho de Segurança manifestou grande preocupação com a violência usada pelo governo para reprimir os protestos e lamentou profundamente a morte de várias centenas de pessoas.

"O Conselho de Segurança condena as violações generalizadas de direitos humanos e o uso da força contra civis por parte das autoridades sírias", diz a nota. O órgão também "pede o fim imediato de toda a violência e conclama todas as partes a agir de forma mais moderada possível e a abster-se de represálias, inclusive de ataques contra instituições estatais."

O grupo opotou pela declaração presidencial por não ter chegado a um consenso sobre uma resolução sobre o país árabe, proposta feita há mais de dois meses pelas potências europeias e que recebeu apoio dos Estados Unidos. China e Rússia, membros do Conselho com poder de veto, se opuseram.

Na opinião de Mark Lyall Grant, embaixador do Reino Unido na ONU, o comunicado unânime também tem grande impacto: "É uma mensagem clara, sem ambiguidade e unida ao regime da Síria: atos bárbaros precisam ter fim, o país precisa achar seu próprio caminho rumo à estabilidade."

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que vai se esforçar muito para estabelecer um contato direto com Assad e também com outros representantes do governo sírio. O presidente do país em crise nega-se, há semanas, a atender os telefonemas de Ban.

Movimento de oposição

Desde o início dos protestos, em meados de março, as forças de segurança reprimem as manifestações populares com violência. Segundo informações de organizações dos direitos humanos na Síria, mais de 1.600 civis morreram desde então.

Enquanto o Conselho de Segurança emitia o comunicado conjunto, manifestantes saíram às ruas na noite desta quarta-feira – apesar da presença dos tanques. A cidade de Hama, no centro do país, se transformou no centro do movimento desde o fim de semana, quando pelo menos cem civis foram mortos pelas forças fiéis ao governo.

Os opositores a Assad prometeram sair às ruas todas as noites durante o Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos.

NP/dpa/afp
Revisão: Alexandre Schossler

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