Confrontos e bombardeios deixam mortos em Gaza | Notícias internacionais e análises | DW | 09.12.2017
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Mundo

Confrontos e bombardeios deixam mortos em Gaza

Exército israelense lança ataques aéreos contra Hamas em retaliação a foguetes lançados a partir de Gaza, e deixa dois mortos. Confrontos entre soldados de Israel e palestinos em protestos fazem outras duas vítimas.

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Protestos de palestinos contra decisão de Trump seguem neste sábado

Corpos de dois palestinos foram encontrados na madrugada deste sábado (09/12) na Faixa de Gaza, na sequência de bombardeios do Exército de Israel contra posições militares do movimento Hamas, informou o Ministério da Saúde palestino.

Leia mais: Israelenses, palestinos e a busca por um mediador

Os mortos foram identificados como Abdullah al Atal, de 28 anos, e Mohamed Safadi, de 30 anos. Ao menos 25 pessoas ficaram feridas, incluindo seis crianças.

Com as novas vítimas, sobe para quatro o número de mortos em Gaza desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reconheceu que Jerusalém é a capital de Israel, na última quarta-feira, e decidiu transferir a embaixada americana atualmente instalada em Tel Aviv.

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Cisjordânia vive dia de protestos contra decisão de Trump

Nesta sexta, dois palestinos morreram em confrontos com soldados israelenses.  Segundo um porta-voz do Ministério da Saúde local, forças de segurança de Israel teriam disparado com arma de fogo contra os manifestantes. Os confrontos violentos em Gaza ainda deixaram mais de 150 feridos, a maioria atingida por bala.

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em vários países árabes e muçulmanos nesta sexta para mais um dia de protestos contra a decisão dos EUA. O Exército de Israel, por sua vez, defendeu que, em razão de "tumultos violentos" na região, "os soldados responderam de forma a dispersar o motim".

Ainda segundo os militares israelenses, protestos em reação à decisão americana ocorreram em ao menos 30 localidades da Cisjordânia e da Faixa de Gaza nesta sexta-feira, um dia depois das manifestações que também terminaram em confrontos violentos e dezenas de feridos na região.

Na quinta-feira, em discurso durante uma manifestação em Gaza, o líder do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh, havia convocado palestinos, árabes e muçulmanos a realizarem novos protestos nesta sexta. "Façamos do 8 de dezembro o primeiro dia da nova intifada [levante popular]" contra o Estado israelense, pediu o líder.

Ataques aéreos

Na madrugada deste sábado, três ataques aéreos israelenses atingiram o norte, centro e sul de Gaza, destruindo a infraestrutura das Brigadas Izz ad-Din al-Qassam, braço militar do Hamas.

A força armada israelense informou que os bombardeios aéreos foram uma resposta aos foguetes que haviam sido disparados mais cedo a partir de Gaza em direção a cidades israelenses.

"Em resposta aos foguetes disparados contra as comunidades israelenses durante o dia de ontem [sexta-feira], a aviação militar atingiu quatro infraestruturas da organização terrorista Hamas na Faixa de Gaza", confirmou o Exército de Israel.

O comunicado militar indicou uma fábrica de armas, um armazém de armas e um complexo militar foram atingidos. Outro bombardeio aéreo israelense realizado mais cedo atacou as posições do Hamas deixou ao menos 15 feridos, entre eles um bebê.

Westjordanland Proteste

Palestinos protestam na Cisjordânia nesta sábado contra medida de Trump

Líderes palestinos reagem 

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Liga Árabe se reúnem em caráter de emergência neste sábado no Cairo para discutir a decisão dos EUA de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. 

A Liga Árabe manifestou preocupação, considerando que a atitude de Trump pode "destruir por completo o processo de paz" e representar uma ameaça à segurança e à estabilidade na região. França, Reino Unido, China e Portugal também manifestaram receio sobre uma escalada da violência.
 
O presidente palestino, Mahmoud Abbas, adiantou que não irá se reunir com o vice-presidente americano, Mike Pence, que fará uma visita à região ainda em dezembro. "Não haverá nenhum encontro com Pence. Os EUA cruzaram uma linha vermelha que não deveriam ter cruzado", declarou o assessor diplomático presidencial Majdi al Jalidi.

Na quinta-feira, Jibril Rajoub, um dos líderes do movimento nacionalista Al Fatah, disse que Pence não será bem recebido na Palestina.

A liderança palestina se reuniu neste sábado em Ramala para concretizar as medidas que serão adotadas em resposta à decisão de Trump. Entre as possíveis medidas, estão a revisão dos acordos de Oslo, o encerramento o papel de mediação dos EUA no processo de paz, o fortalecimento da reconciliação palestina e um pedido à ONU para que delimite as fronteiras de Jerusalém.

Pence pretendia se reunir com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e depois com Abbas. 

Críticas da Coreia do Norte 

A Coreia do Norte lançou críticas à medida tomada pelo presidente americano.

O reconhecimento de Jerusalém como capital israelense e a transferência da embaixada americana "merecem a condenação e a rejeição global, já que representam um desafio aberto e um insulto à legitimidade internacional e à vontade unânime da comunidade internacional", declarou em comunicado um porta-voz do regime norte-coreano.

O status de Jerusalém "é um assunto muito sensível que deve ser resolvido de uma forma justa e que permita que o povo palestino recupere seus direitos, bem como alcançar uma solução duradoura e pactuada ao problema do Oriente Médio", acrescenta. 

A decisão de Trump sobre Jerusalém "permitirá ao mundo discernir melhor quem é o destruidor da paz e a segurança global, e qual é o verdadeiro lado dos 'hooligans' da sociedade internacional", conclui a declaração do porta-voz norte-coreano.

KG/efe/lusa/rtr/ap

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