Comunidade científica lamenta morte de Stephen Hawking | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 14.03.2018
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Ciência e Saúde

Comunidade científica lamenta morte de Stephen Hawking

Cientistas e personalidades prestam homenagens ao físico britânico, descrevendo-o como uma "mente brilhante" e exaltando não apenas sua contribuição para a ciência, mas também a superação dos obstáculos que enfrentou.

Stephen Hawking em foto de 2001

Stephen Hawking em foto de 2001

Diversas personalidades prestaram suas homenagens ao físico britânico Stephen Hawking, morto nesta quarta-feira (14/03), exaltando não apenas seu trabalho científico, mas também seus esforços em promover a ciência e sua perseverança para lutar contra a doença que o deixou fisicamente incapacitado.

A agência especial americana Nasa homenageou Hawking relembrando uma conversa entre o físico e astronautas da Estação Espacial Internacional (ISS), na qual o cientista afirma ter sentido "liberdade verdadeira" em um voo num avião de gravidade zero. Durante a experiência, ele disse que teve a sensação de ser o super-homem.

"Suas teorias destravaram um universo de possibilidades que nós e o mundo exploramos. Que você possa continuar voando como o super-homem na microgravidade", disse a Nasa.

O físico e promotor da ciência Neil deGrasse Tyson disse que a morte de Hawking deixa um "vácuo intelectual", que, porém, não deve permanecer vazio. "Pense nisso como uma espécie de vácuo de energia que permeia o tecido do espaço e do tempo e que desafia medidas", afirmou.

Lord Martin Rees, professor de Cosmologia e Astrofísica da Universidade de Cambridge, lembrou os dias em que ele e Hawking eram estudantes.

"Logo após me matricular como estudante de graduação na Universidade de Cambridge, em 1964, encontrei um colega, dois anos à frente nos estudos, que tinha dificuldades para se manter em pé e falava com grande dificuldade. Era Stephen Hawking", escreveu Rees.

"Ele tinha sido diagnosticado há pouco com uma doença degenerativa, e presumia-se que não sobreviveria tempo suficiente para terminar seus estudos de PhD. Mas ele viveu até os 76 anos”, disse o professor. "Apenas sua mera sobrevivência já teria sido uma maravilha médica, mas é claro que ele não apenas sobreviveu. Se tornou um dos cientistas mais famosos em todo o mundo."

Cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern) exaltaram o impacto do trabalho de Hawking e sua luta contra a doença degenerativa.

A diretora-geral do Cern, Fabiola Gianotti, elogiou o "entusiasmo, a vitalidade e a paixão pelo conhecimento" que o físico demonstrou em suas visitas ao Grande Colisor de Hádrons (LHC) e às instalações do Cern em Genebra.

O diretor de pesquisa e computação do Cern, Eckhard Elsen, afirmou que Hawking era "um dos gigantes e uma das estrelas da física no século passado”, acrescentando que o cientista "inspirou toda uma geração com sua capacidade de apresentar a complexidade da ciência de um modo popular".

O inventor da internet, Tim Berners-Lee, também expressou suas condolências. "Perdemos uma mente colossal e um espírito maravilhoso”, afirmou.

O ator Eddie Redmayne venceu o Oscar por seu papel como Stephen Hawking no filme A teoria de tudo

O ator Eddie Redmayne venceu o Oscar por seu papel como Stephen Hawking no filme "A teoria de tudo"

O ator Eddie Redmayne, que ganhou um Oscar ao interpretar Hawking no filme A teoria de tudo, de 2014, sobre a vida do cientista, lamentou sua morte. "Perdemos uma mente verdadeiramente bonita, um cientista fantástico e o homem mais divertido que eu já tive o prazer de conhecer", disse.

Para a primeira-ministra britânica, Theresa May, Hawking foi "uma mente brilhante e extraordinária – um dos grandes cientistas de sua geração". Ela exaltou a "coragem, humor e determinação para conseguir o máximo possível da vida". "Seu legado não será esquecido", disse.

RC/ap/rtr

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