Comitê aprova processo de impeachment de Trump | Notícias internacionais e análises | DW | 13.12.2019
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Estados Unidos

Comitê aprova processo de impeachment de Trump

Parlamentares aceitam acusações de abuso de poder e obstrução do Congresso contra o presidente dos EUA. Trump diz estar pronto para enfrentar procedimento que pode afastá-lo do cargo.

Comitê Jurídico da Câmara dos Representantes dos EUA

Comitê aprovou continuidade do processo de impeachment por 23 votos a favor e 17 contra

O Comitê de Justiça da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (13/12) as acusações contra o presidente americano, Donald Trump, liberando o prosseguimento do processo de impeachment para o voto dos parlamentares.

As imputações de abuso de poder e obstrução do Congresso contra o mandatário receberam 23 votos favoráveis e 17 contrários. Trump pode se tornar o terceiro presidente do país a sofrer um impeachment na Câmara, dominada pela oposição democrata, que deverá votar as acusações para o afastamento do presidente na próxima semana. 

Trump é acusado de condicionar o envio de ajuda militar à Ucrânia e o agendamento de uma visita do presidente Volodimir Zelenski à Casa Branca à obtenção de informações prejudiciais ao ex-vice-presidente americano Joe Biden, favorito à nomeação do Partido Democrata para disputar as eleições presidenciais do próximo ano.

Os deputados republicanos, que são minoria na Câmara dos Representantes, usaram estratégias de retardamento durante uma prolongada audiência realizada na quinta-feira, como parte dos esforços para impedir a aprovação das acusações contra o presidente que, devido à maioria democrata, já era dada como certa.

A audiência desta sexta-feira foi a última de um processo que durou quase três meses, e o primeiro passo no processo do impeachment. Na próxima semana, os parlamentares da câmara baixa darão o segundo passo, com a votação do caso em plenário.

"Foram dias muito longos de consideração dos artigos. Quero que os membros dos dois partidos pensem no que aconteceu nos últimos dias e consultem suas consciências antes de dar os votos finais", afirmou o presidente do Comitê de Justiça, o democrata Jerrold Nadler, representante de Nova York.

Em setembro, os democratas anunciaram o início de uma investigação de impeachment depois que um informante revelou aos serviços de inteligência o conteúdo de uma conversa telefônica de julho entre Trump e Zelenski. Na conversa, Trump pressionou o ucraniano a investigar Biden, além do filho do democrata, Hunter, por suposta corrupção na Ucrânia.

A Casa Branca se recusou a participar das audiências na Câmara, nas quais altos funcionários da diplomacia e do governo americano afirmam que Trump agiu em benefício próprio ao pressionar o governo da Ucrânia a abrir uma investigação sobre Biden e sobre o envolvimento de seu filho em atividades suspeitas no país do Leste Europeu.

O presidente nega que tenha cometido qualquer irregularidade e classifica o processo como uma farsa. Após a aprovação do comitê, Trump disse que está pronto para enfrentar o processo de impeachment.

"Eu não fiz nada de errado, não importa se for [um processo] longo ou curto", respondeu Trump a um jornalista que o questionou se preferia um processo de impeachment mais rápido ou mais lento no Congresso.

O presidente americano voltou a atacar os democratas, dizendo que eles estão se prestando a um "papel ridículo" por tentar tirá-lo do poder antes das eleições de 2020. "Toda essa coisa de impeachment é uma farsa, uma fraude", acrescentou.

Apesar de dizer que o processo é um episódio triste para o país, Trump afirmou que as ações dos democratas estão sendo "muito boas" para ele. O impeachment, segundo o presidente, o alavancou nas pesquisas para as eleições presidenciais de novembro do próximo ano.

Pouco antes da declaração de Trump, a Casa Branca divulgou um comunicado no qual afirma que o presidente "deseja receber um tratamento justo no Senado e um devido processo que desgraçadamente segue sendo negado na Câmara dos Representantes".

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, acrescentou que "esta farsa desesperada da investigação do impeachment no Comitê de Justiça da Câmara chegou ao seu vergonhoso fim".

Controlada pelos democratas, a Câmara dos Representantes deve aprovar as acusações. O processo, então, segue para o Senado, onde tem poucas chances de prosperar devido à maioria republicana na Casa.

CN/efe/lusa/rtr/afp

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