Combinar vacinas da AstraZeneca e Pfizer é seguro, indica estudo | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 18.05.2021

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Coronavírus

Combinar vacinas da AstraZeneca e Pfizer é seguro, indica estudo

Pesquisa detecta mais anticorpos em pessoas que receberam uma dose de cada um dos imunizantes contra covid-19 do que em quem foi vacinado apenas com o da AstraZeneca. Efeitos colaterais foram pouco comuns e moderados.

Lote de vacinas da Pfizer-Biontech

Vacina da Pfizer-Biontech usa tecnologia de RNA mensageiro

Uma pesquisa científica feita na Espanha concluiu que aplicar uma dose da vacina contra a covid-19 da Pfizer-Biontech em pessoas que receberam a primeira dose da AstraZeneca é um procedimento seguro e eficaz.

As duas vacinas utilizam tecnologias diferentes: a da AstraZeneca é uma vacina de vetor viral, e a da Pfizer, de RNA mensageiro.

O estudo, chamado Combivacs e cujos resultados preliminares foram divulgados nesta terça-feira (18/05), foi conduzido pelo Instituto de Saúde Carlos 3º. Ele detectou a presença de anticorpos IgC no sangue em quantidade 30 a 40 vezes maior em pessoas que receberam uma segunda dose da Pfizer na comparação com aquelas que receberam apenas a primeira dose da AstraZeneca.

Já a presença de anticorpos neutralizantes subiu sete vezes depois de uma segunda dose da Pfizer, bem mais do que na aplicação de uma segunda dose da AstraZeneca, quando a presença apenas dobrou.

Cerca de 670 voluntários entre 18 e 59 anos que já haviam recebido uma primeira dose de AstraZeneca participaram do estudo, e cerca de 450 receberam uma segunda dose da vacina da Pfizer.

Um número mínimo de participantes, apenas 1,7%, relatou efeitos colaterais, restritos a dor de cabeça, dor muscular e mal-estar.

Um estudo semelhante foi feito no Reino Unido, e primeiros resultados mostram que pessoas vacinadas com uma combinação das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca são mais propensas a apresentarem efeitos colaterais moderados do que aquelas que receberam as duas doses da mesma vacina. Ainda não foram divulgados dados sobre a geração de anticorpos.

O objetivo do estudo na Espanha era ajudar a determinar como proceder após a limitação de uso da vacina da AstraZeneca para pessoas com mais de 60 anos devido a temores de formação de coágulos sanguíneos, adotada pela Espanha e outros países.

A restrição causou insegurança, e pessoas jovens que já receberam a primeira dose da AstraZeneca estavam impossibilitadas de receber uma segunda.

as/lf (Reuters)

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