Com saída da Polônia, resta pouco da ″coalizão dos dispostos″ | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 30.10.2008
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Mundo

Com saída da Polônia, resta pouco da "coalizão dos dispostos"

Saída dos poloneses do Iraque, nesta semana, diminuiu para 18 o número oficial de países na chamada "coalizão dos dispostos". Em 2003, o grupo de aliados dos EUA ainda era composto por 49 nações.

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Soldados britânicos no Iraque

A retirada dos soldados poloneses nesta semana reduziu mais ainda o grupo de países que mantêm soldados no Iraque e que o presidente norte-americano George W. Bush chegou a festejar como a "coalizão dos dispostos".

Em um comunicado à imprensa no final de março de 2003, a Casa Branca se vangloriava que 49 países de todo o mundo, com uma população de 1,23 bilhão de habitantes das mais diferentes raças, religiões e etnias haviam aderido à coalizão.

Polnischer Einsatz im Irak geht trotz Opfer weiter

Soldados poloneses no Iraque em 2003

O que na época já foi um exagero, hoje está ainda mais longe de ser realidade. A retirada dos poloneses reduziu ainda mais a imagem da ampla "coalizão" a uma ficção.

Ao menos no tocante ao contingente de combate: durante a guerra e imediatamente após o conflito, não chegou a dez o número de nações que enviaram unidades de combate ao Iraque. E, destes, a maioria há muito tempo já deixou o país.

Premiê do Iraque quer saída dos britânicos

Além dos 150 mil soldados norte-americanos, há hoje no Iraque 4.100 britânicos, estacionados numa base aérea no sul do país, nas proximidades de Basra.

O primeiro-ministro iraquiano Nuri al Maliki declarou recentemente ao jornal londrino Times já ter chegado a hora da retirada também destes soldados. Até agora, no entanto, o premiê Gordon Brown vem falando apenas de mais uma redução deste contingente em 2009.

Uma retirada definitiva nem chega a ser debatida publicamente, apesar de o contingente britânico no Iraque ter sido reduzido para menos de um décimo dos 45 mil soldados da época da invasão.

Expectativas de recompensa

Irak Flagge mit Präsident Maliki Grafik : DW

Premiê Maliki

Além de norte-americanos e britânicos, também australianos e poloneses haviam participado da invasão do Iraque. Os demais países só enviaram soldados após o final da guerra, com o objetivo de participar das diferentes tarefas no esperado processo de recomeço no Iraque. E, em parte, certamente também na esperança de obter benefícios.

Desta forma, Varsóvia reforçou sua tropa no Iraque de 194 homens para 2.500 (na retirada, esta semana, eram apenas 900), na expectativa de participar de grandes projetos de construção civil ou em negócios de armamentos com Bagdá. Mas nada disso aconteceu. Nem Washington demonstrou reconhecimento à lealdade polonesa: a exigência de visto para poloneses foi mantida.

Oficialmente, ainda há militares de 18 nações no Iraque – ao lado de norte-americanos e britânicos. No total, no entanto, são pouco mais de 2 mil soldados, o que torna sua permanência mais um elemento simbólico do que militar.

Nem tão "dispostos"

O maior contingente é o da Coréia do Sul, com 600 soldados; o menor, o de Cingapura, com uma pessoa. Suas atividades são uma incógnita, pois se trata de sigilo militar e certamente também político. Mas já se foram os tempos em que o contingente da coalizão ainda desempenhava um papel ativo ao lado de norte-americanos e britânicos no controle de províncias iraquianas.

Grande parte dos membros iniciais da coalizão tinha se deixado convencer ou fora pressionada por Washington. Até agora não é conhecido nenhum caso de que isso tenha levado a uma compensação concreta, excetuando o presidente Bush, que ao menos pôde se vangloriar temporariamente de que dispunha do apoio de um amplo grupo de países.

Hoje, não resta mais nada desta frente.

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