Com infecções em alta, autoridade alemã alerta contra imprudência | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 28.07.2020

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Coronavírus

Com infecções em alta, autoridade alemã alerta contra imprudência

Após semanas de estabilidade, infecções voltam a subir no país. Presidente do Instituto Robert Koch se diz preocupado e afirma que muitas pessoas estão ficando descuidadas com medidas de distanciamento e proteção.

Visitantes lotam parque em Berlim

Visitantes lotam parque em Berlim

Após semanas de números relativamente baixos, as infecções pelo novo coronavírus voltaram a subir na Alemanha, deixando as autoridades em alerta para uma possível segunda onda da doença no país.

"Estou muito preocupado com os últimos desenvolvimentos no número de casos", disse o presidente do Instituto Robert Koch (RKI), Lothar Wieler, nesta terça-feira (28/07), em Berlim. "Agora temos que impedir que o vírus se espalhe novamente de forma rápida e descontrolada", acrescentou.

Segundo o RKI, responsável pela prevenção e controle de doenças na Alemanha, o país vinha mantendo por semanas estável o número de novos casos, com uma média diária de 300 a 500. Porém, nos últimos dias, essa tendência não se manteve. Nesta terça-feira, foram 633 - na sexta-feira haviam sido cerca de 815 casos e no sábado, mais de 700. Nos últimos sete dias, foram reportadas 3.611 novas infecções.

Para Wieler, muitas pessoas estão ficando negligentes e deixando de aderir às recomendações de higiene e distanciamento social e de usar máscara. De acordo com o presidente do RKI, o controle da situação só será possível se todos fizerem a sua parte. Por isso, ele apelou aos cidadãos alemães não deixem os cuidados de lado, apesar das férias de verão.

Wieler também destacou que celebrar milhares de festas é "imprudente" e "negligente", já que os jovens podem se infectar e contaminar seus pais e avós. A Alemanha vem registrando festas ilegais, realizadas em áreas afastadas das cidades, como parques. No fim de semana, uma delas foi encerrada pela polícia em Berlim.

"Estamos no meio de uma pandemia em rápido desenvolvimento", reforçou Wieler.

Em contraste com as últimas semanas, quando grandes surtos localizados foram registrados, como no frigorífico Tönnies, agora a situação é difusa, se estendendo por diferentes cidades e regiões, afirma Ute Rexroth, chefe do departamento de vigilância do RKI. 
Segundo Rexroth, as infecções ocorrem em todos os tipos de ambiente, desde celebrações familiares, reuniões entre amigos e no trabalho até acomodações comunitárias, asilos e unidades de saúde. 

A Alemanha vive o período de férias de verão, quando muitas pessoas viajam para o exterior, principalmente para a Espanha, onde os casos também tiveram uma escalada nos últimos dias. No entanto, o instituto explica que embora existam casos de pessoas que adquiriram o coronavírus no exterior, a maioria é de infecções locais.

Como a Alemanha, vários países da Europa que já pareciam estar no controle da epidemia tiveram um número crescente de casos nos últimos dias, levando à reindrodução de medidas de restrição. Temendo surtos no país na volta das férias, o governo alemão anunciou na segunda-feira que pretende tornar obrigatório o teste do novo coronavírus para viajantes que retornem ao país vindos de territórios considerados de risco. 

"Temos que evitar que quem volta do exterior infecte outros sem saber, desencadeando um surto", disse o ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, ao defender a imposição da obrigatoriedade do exame. A medida deve entrar em vigor na próxima semana.

Atualmente, a Alemanha lista quase 140 países como área de risco, incluindo Estados Unidos e Brasil. Além de aeroportos, os testes deverão ser oferecidos gratuitamente em estações de trem e postos da fronteira.

No total, a Alemanha registra  206.242 casos do novo cornavírus e 9.122 mortes em decorrência da covid-19, informou o RKI.  

LE/dpa/ots

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