Colômbia oferece asilo a ex-procuradora da Venezuela | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 21.08.2017
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América Latina

Colômbia oferece asilo a ex-procuradora da Venezuela

Presidente colombiano afirma que Luisa Ortega Díaz está sob proteção de seu governo. Crítica de Maduro e destituída do cargo pela Assembleia Constituinte, ela fugiu com o marido para Bogotá.

Luisa Ortega Díaz é uma das principais vozes críticas ao governo de Maduro

Luisa Ortega Díaz é uma das principais vozes críticas ao governo de Maduro

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ofereceu nesta segunda-feira (21/08) asilo político à ex-procuradora-geral da Venezuela Luisa Ortega Díaz, uma das principais vozes de oposição ao regime de Nicólas Maduro. A jurista, destituída do cargo no início de agosto, fugiu para Bogotá com o marido, o deputado chavista Germán Ferrer.

"A procuradora Luisa Ortega Díaz se encontra sob a proteção do governo colombiano. Se pedir asilo, concederemos", afirmou Santos numa mensagem divulgada no Twitter. 

O governo colombiano manteve em absoluto sigilo o caso da ex-procuradora, que foi destituída pela Assembleia Nacional Constituinte acusada de ter cometido "atos imorais". Ortega Díaz não reconheceu a decisão e considerou o movimento um passo a mais do governo de Maduro para o estabelecimento de uma ditadura.

A jurista deixou a Venezuela depois de seu marido ter a prisão decretada na quarta-feira. O deputado foi acusado de estar envolvido numa rede de extorsão que funcionaria dentro do Ministério Público enquanto Ortega Díaz comandou o órgão. 

Ortega Díaz e Ferrer chegaram a Bogotá na sexta-feira, provenientes de Aruba, onde desembarcaram de um pequeno barco que partiu da costa venezuelana. O governo venezuelano havia proibido os dois de deixarem o país.

Apesar de ser por anos uma chavista declarada, a ex-procuradora-geral se distanciou do governo Maduro e se tornou uma das principais vozes contra o presidente ao denunciar rupturas constitucionais após decisões do Tribunal Supremo e rechaçar a Assembleia Constituinte. Seu marido também é crítico das recentes decisões governistas.

Como procuradora-geral, criticou ainda a atuação da polícia durante os protestos contra Maduro, que em quatro meses deixaram mais de cem mortos, cerca de 2 mil feridos e registraram 5 mil detenções.

Seu sucessor, Tarek William Saab, também vinculado ao chavismo, acusou Ortega Díaz no último dia 17 de agosto de ser a "autora intelectual" de todas as mortes ocorridas durante a onda de protestos na Venezuela contra o governo de Maduro ao questionar a autoridade do Supremo Tribunal de Justiça e do processo da Constituinte.

Na sexta-feira, falando a procuradores latino-americanos, Ortega Díaz acusou Maduro de envolvimento no esquema de pagamentos de propina realizado pela empreiteira Odebrecht em trocas de contrato no país e disse que sua destituição visava acabar com as investigações sobre o caso. 

CN/efe/lusa

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