Colômbia confirma diálogo com as Farc | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 28.08.2012
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América Latina

Colômbia confirma diálogo com as Farc

Governo colombiano mantém negociações prévias com o grupo guerrilheiro para encerrar um conflito de quase meio século. Processo de paz pode ter início em Cuba ou na Noruega.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, confirmou nesta segunda-feira (27/08) que seu governo mantém conversações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para dar início a um processo de paz que ponha fim a um conflito de quase cinco décadas.

"Desde o primeiro dia do meu governo que cumpro a obrigação constitucional de procurar a paz. Nesse sentido, desenvolveram-se conversações exploratórias com as Farc para buscar o fim do conflito", afirmou Santos num discurso divulgado pela rádio e televisão colombianas, salientando que os resultados das conversações serão conhecidos nos próximos dias.

O chefe de Estado precisou que as negociações seguem três princípios: aprender com os erros do passado para não repeti-los, dar fim ao conflito e manter operações e presença militar em todo o país. "Qualquer processo deve levar ao fim do conflito, não à sua continuidade", acrescentou.

Santos também saudou a intenção do Exército de Libertação Nacional (ELN), a segunda maior guerrilha da Colômbia, de participar das negociações que o governo realiza com as Farc.

Esta foi a primeira vez que o chefe de Estado colombiano, no poder desde 2010, confirmou a existência de um diálogo com as Farc, principal guerrilha do continente, que existe há 48 anos e mantém cerca de 8.000 combatentes.

Segundo a agência de notícias Reuters, as conversações oficiais entre o governo colombiano e as Farc poderiam começar em Havana (Cuba) ou em Oslo (Noruega). O local, porém, ainda não está definido.

A mesma fonte informou à Reuters que os governos de Estados Unidos, Noruega, Venezuela e Cuba estavam informados dos contatos iniciais.

Uma das exigências das Farc para o diálogo seria a garantia de que chefes do grupo guerrilheiro não sejam extraditados para os Estados Unidos, onde são procurados por tráfico de drogas e terrorismo.

AS/dpa/rtr/lusa
Revisão: Francis França

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