Cineasta Agnès Varda morre aos 90 anos | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 29.03.2019
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Cinema

Cineasta Agnès Varda morre aos 90 anos

Considerada por muitos a "avó" do movimento cultural Nouvelle Vague, Agnès Varda foi um dos nomes mais conhecidos do cinema francês e a primeira diretora a receber Oscar honorário pelo conjunto da obra.

Agnès Varda

Agnés Varda é a diretora de mais de 50 filmes desde a década de 1950

Morreu na noite desta quinta-feira (28/03), aos 90 anos, a cineasta Agnès Varda, considerada um dos nomes mais conhecidos do cinema francês. Segundo comunicado, Varda morreu em casa, em decorrência de um câncer.

Filha de pai grego e mãe francesa, Varda nasceu na Bélgica em 30 de maio de 1928. Com nacionalidade francesa, ela foi, para muitos, a "avó da Nouvelle Vague'" e a única mulher nesse movimento cultural que revolucionou o cinema do país, ao lado de nomes como Jean-Luc Godard, François Truffaut, Éric Rohmer, Claude Chabrol, Alain Resnais e Jacques Demy, com quem foi casada até a morte dele, em 1990.

Feminista convicta, ela se sentiu particularmente orgulhosa de ser a primeira diretora a receber o Oscar honorário de Hollywood, em 2017, pelo conjunto da obra. Varda se engajou pelo movimento #metoo e pela igualdade entre os gêneros na área do cinema.

Autora de mais de 50 filmes desde a década de 1950, em fevereiro último ela mostrou no Festival de Cinema de Berlim o seu documentário autobiográfico Varda par Agnés.

Sua carreira teve início em 1940, quando já morava no sul da França, mais precisamente em Sète, onde conheceu Jean Vilar, fundador do Festival de Avignon. Foi quando ela deu seus primeiros passos como fotógrafa.

Da fotografia, ela passou para o cinema, de onde nunca mais saiu. Em 1955 dirigiu La Pointe-Courte, seu primeiro filme. Sete anos mais tarde pisava no tapete vermelho do Festival de Cannes com Cléo de 5 à 7, a primeira das muitas vezes nas quais o evento reconheceu o seu talento.

Apesar de sua obra ter uma marca documental, um carácter social e feminista, generoso e terno, a realizadora dizia que o seu maior combate no cinema era "fazer sempre algo de novo", sem perder o traço experimental, e transmitir emoções.

O Cesar honorário do cinema francês em 2001, a Palma de Ouro honorária em 2015, e o Oscar, também honorário, dois anos mais tarde, são alguns dos prêmios que destacaram sua grande carreira.

O ministro francês da Cultura, Franck Riester, elogiou Varda como "uma das maiores artistas do nosso tempo". Gilles Jacob, ex-diretor do Festival de Cinema de Cannes, disse: "Varda partiu, mas Agnes sempre restará: inteligente, viva, gentil, espiritual, engraçada e surpreendente como o seu trabalho".

CA/efe/afp/lusa

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