Cientistas eliminam mutação genética de embrião humano | Novidades da ciência para melhorar a qualidade de vida | DW | 02.08.2017
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Ciência

Cientistas eliminam mutação genética de embrião humano

Correção bem-sucedida do DNA pode se tornar um marco na luta contra as enfermidades congênitas: com a mudança, doença não seria mais transmitida para gerações futuras.

Os embriões alterados: pesquisa reacende o debate sobre a engenharia genética

Os embriões alterados: pesquisa reacende o debate sobre a engenharia genética

Cientistas conseguiram pela primeira vez corrigir uma mutação genética num embrião humano sem danificar outros genes, segundo um artigo publicado na revista Nature, nesta quarta-feira (02/08).

Saiba mais: A cientista que descobriu como "editar" o genoma humano

Os cientistas corrigiram a mutação do gene que produz a cardiomiopatia hipertrófica, uma enfermidade hereditária que atinge uma em cada 500 pessoas e que é causa mais comum de morte súbita de atletas.

Assistir ao vídeo 04:21

Crispr-Cas 9, a tesoura molecular que permite alterações genéticas

A alteração, feita com a técnica de edição genética Crispr-Cas 9, ocorreu na etapa inicial do desenvolvimento embrionário. A correção do erro evita sua transmissão para gerações futuras. Os embriões usados nas experiências foram destruídos poucos dias depois, afirmaram os cientistas.

Durante o trabalho de "reparação" não foi danificado nenhum outro elemento genético, destacou a equipe de pesquisadores liderados pelo cientista Shoukhrat Mitalipov, da Universidade de Ciência e Saúde de Óregon, nos Estados Unidos.

Os cientistas afirmaram que os resultados são promissores, mas preliminares, e que são necessárias mais pesquisas para evitar efeitos indesejados. Um dos participantes, o espanhol Juan Carlos Izpisúa, afirmou que o resultado prova que a edição genética é "mais efetiva e segura" do que se pensava.

Os pesquisadores injetaram espermatozoides de um homem com a mutação genética num óvulo em paralelo ao uso da técnica de edição genética Crispr-Cas 9. Como resultado, 72,4% dos 48 embriões utilizados no estudo deixaram de ter a mutação patológica.

A pesquisa pode se tornar um marco na luta contra as enfermidades congênitas e proteger futuros bebês de milhares de doenças e defeitos hereditários. Por outro lado, reacende o debate sobre a engenharia genética e as questões éticas relacionadas a ela.

AS/efe/dpa

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