China suspende importações de carne suína da Alemanha | Notícias internacionais e análises | DW | 12.09.2020

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Mundo

China suspende importações de carne suína da Alemanha

Caso de peste suína no estado de Brandemburgo coloca em perigo as vendas de produtos alemães. China, maior consumidora de carne de porco do mundo, enfrenta surto da peste há dois anos.

Fábrica de produtos de porco na China

Fábrica de produtos de porco na China

Reagindo à ocorrência de peste suína africana na Alemanha, as autoridades chinesas decretaram a suspensão da entrada de carne de porco proveniente do país europeu. Estão proibidas também importações indiretas, assim como a compra de derivados de porco. O setor alimentício alemão está alarmado.

Todas as partidas de carne e produtos de porco ou javali embarcadas após a entrada em vigor do decreto serão destruídas ou devolvidas ao país de origem, comunicaram o Ministério da Agricultura e a Alfândega da República Popular da China. As remessas anteriores só serão liberadas após controles rigorosos.

Na quinta-feira (10/09) divulgou-se que no estado alemão de Brandemburgo, na fronteira com a Polônia, um porco-selvagem encontrado morto estava infectado com o vírus da peste. Trata-se do primeiro caso no país.

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As exportações suínas para a China e outros países fora da União Europeia (UE) já haviam sido suspensas antes, pois, segundo o Ministério da Agricultura alemão, não era mais possível expedir os certificados necessários, devido ao caso de peste suína. Também a Coreia do Sul sustou a compra de carne de porco alemã, e outras proibições para fora da UE poderão suceder.

A China é a maior consumidora de carne suína do mundo e, como ela própria está tendo que combater um amplo surto de peste suína desde o fim de 2018, o governo tem adotado medidas rigorosas. Em 2019, muito mais de 100 milhões de animais morreram ou tiveram que ser abatidos.

Assim se confirma um dos piores temores dos criadores de suínos e produtores de carne da Alemanha: o presidente da Associação Alemã dos Agricultores (DBV), Joachim Rukwied, advertiu que uma perda do mercado chinês "nos afetaria muito, muito fortemente".

O Ministério da Agricultura está em negociações com diversos Estados não europeus sobre outras abordagens para o problema, visando limitar a suspensão das exportações apenas aos criadores das regiões alemãs comprovadamente afetadas pela peste suína.

AV/rtr,dpa

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