China lança sonda para coletar amostras na Lua | Notícias internacionais e análises | DW | 24.11.2020

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Espaço

China lança sonda para coletar amostras na Lua

Chang'e-5 deverá recolher cerca de 2kg de amostras em missão de 23 dias, antes de retornar à Terra, em dezembro. Depois de EUA e União Soviética, China pretende ser o terceiro país a coletar material no satélite.

Lançamento do foguete com a sonda Chang'e

Foguete com a sonda Chang'e parte do centro de lançamento de Wenchang, na província de Hainan

A China lançou nesta segunda-feira (23/11) uma sonda espacial para recolher material da superfície lunar e depois regressar à Terra.  A missão da sonda Chang'e 5 é primeira desse gênero desde os anos 1970.

O lançamento da sonda ocorreu a bordo do foguete portador Longa Marcha 5, a partir do centro de lançamento de Wenchang, na província de Hainan, no sul da China.

"A sonda entrou com precisão na órbita previamente estabelecida. A missão foi concluída com êxito", afirmou o diretor do centro de lançamento e responsável pela missão, Zhang Xueyu, citado pela televisão estatal chinesa CCTV.

De acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, esta é uma das "missões espaciais mais complexas e desafiadoras" que a China já realizou.

"A missão vai ajudar a promover o desenvolvimento científico e tecnológico da China e estabelecer uma base importante para futuros pousos tripulados na Lua", disse o vice-diretor do Centro de Exploração Lunar da Administração Espacial da China, Pei Zhaoyu, citado pela Xinhua.

A Chang'e 5 deverá colocar vários módulos na superfície lunar para escavar cerca de 2 metros na superfície lunar e recolher em torno de 2kg de rochas e terra. A nave vai levar dois dias para chegar à superfície e a missão vai durar 23 dias, disse Pei. As amostras deverão chegar à Terra numa cápsula, em meados de dezembro, na Mongólia.

A missão vai fazer da China o terceiro país capaz de recolher amostras de material lunar, depois de os Estados Unidos e da antiga União Soviética terem feito o mesmo nos anos 1970.

Segundo a CCTV, a missão visa contribuir para os estudos científicos sobre a formação e a evolução da Lua.

A missão, batizada em homenagem à deusa lunar chinesa Chang'e, está entre as mais ousadas da China desde que o país colocou um homem no espaço, pela primeira vez, em 2003, tornando-se a terceira nação a fazê-lo, depois dos EUA e da Rússia.

Em 2019, a sonda chinesa Chang'e 4 foi a primeira a pousar no lado relativamente inexplorado da Lua, que não é visível a partir da Terra. Ela continua a fornecer medições completas da exposição à radiação da superfície lunar, que são vitais para qualquer país que planeje enviar astronautas para a Lua.

Em julho passado, a China tornou-se um dos três países a lançar uma missão a Marte para buscar sinais de água no planeta vermelho. As autoridades chinesas indicaram que a nave Tianwen 1 está em curso para chegar a Marte por volta de fevereiro.

Embora os EUA tenham seguido de perto os êxitos da China no espaço, é improvável que colaborem com o país, numa altura de crescentes tensões e desconfiança política, rivalidade militar e acusações de usurpação de tecnologia.

AS/lusa/efe/ap

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