China desloca bombardeios para ilhas disputadas | Notícias internacionais e análises | DW | 19.05.2018

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Mundo

China desloca bombardeios para ilhas disputadas

Entre as aeronaves está modelo capaz de lançar ataques nucleares. É a primeira vez que tal força é deslocada o Mar Meridional da China. Iniciativa pode aumentar tensão entre países que reivindicam território.

China Flugzeug fliegt auf dem Südchinesischen Meer

Um bombardeiro H-6K voando sobre o Mar da China Meridional. Iniciativa marca novo episódio de tensão na região.

O jornal estatal China Daily informou na noite de sexta-feira (18/05) que vários bombardeiros realizaram exercícios de decolagem e aterrissagem em aeródromo construído nas Ilhas Paracel, no Mar da China Meridional, que são alvo de disputa entre vários países da região. 

Entre as aeronaves estão o modelo H-6K, capaz de lançar ataques nucleares de longo alcance. Segundo o jornal, esta é a primeira vez que tal força é deslocada para a região.

Um comunicado do Ministério da Defesa não especificou em que ilha extamente ocorreu o exercício e se limitou a apontar que ele ocorreu em uma "área marítima do sul".

O ministério também disse que vários H-6Ks realizaram ataques simulados contra alvos marítimos durante o exercício.

Wang Mingliang, um especialista militar, foi citado no comunicado dizendo que o exercício no Mar da China Meridional ajudará a força aérea chinesa a "fortalecer sua capacidade de combate para lidar com ameaças à segurança marítima".

A Iniciativa de Transparência Marítima da Ásia, sediada em Washington, identificou o local do exercício como a Ilha Woody Island, onde fica a maior base da China nas Ilhas Paracel.

"Acredito que esta é a primeira vez que um bombardeiro pousou no Mar Meridional da China", disse Bonneih Glaser, especialista em China do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, um think tahnk também baseado em Washington.

"Agressão" marítima da China

As tensões no centro do Mar da China Meridional vem aumentando desde que Pequim passou a alegar que praticamente todo o mar faz parte de suas águas territoriais. A reinvindicação é  vigorosamente contestada pelo Vietnã, Filipinas, Malásia, Taiwan e Brunei, que disputam com a China a posse de várias ilhas na região.

As Filipinas costumavam ser o país mais crítico em relação às reivindicações territoriais chinesas, mas o presidente filipino Rodrigo Duterte reverteu a política, deixando o Vietnã assumir o papel de principal crítico.

Os EUA acusaram a China de militarizar a região e alterar a geografia de ilhas para fortalecer suas reivindicações. Washington também acredita que a China usará as ilhas e sua presença militar para controlar o acesso a rotas marítimas estratégicas.

Nas Ilhas Paracel, um novo heliponto, turbinas eólicas e grandes torres de radar foram construídos pelos chineses. Analistas apontam que as torres de radar na Ilha de Triton poderiam ser usadas nas disputas da China com o Vietnã e com os EUA sobre a liberdade de operações de navegação.

No começo do mês, o primeiro porta-aviões da China deixou as docas no porto de Dalian, no nordeste do país, para iniciar testes no mar de seus sistemas de propulsão  e navegação. Os testes representam um marco no projeto de Pequim para modernizar sua marinha, ao mesmo tempo em que o país vem aumentando sua presença no disputado Mar Meridional da China e ao redor de Taiwan.

JPS/AFP/AP

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