Cheias deixam mais de 150 mortos na Colômbia | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 01.04.2017
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Colômbia

Cheias deixam mais de 150 mortos na Colômbia

Fortes chuvas provocam transbordamento de rios e deslizamento de terra no sul do país. Há centenas de feridos e desaparecidos. Presidente declara estado de emergência em Mocoa, município atingido pela avalanche de lama.

Equipes de resgate trabalham para socorrer os feridos e encontrar aqueles que seguem desaparecidos (picture-alliance/dpa/Ejército Nacional de Colombia)

Equipes de resgate trabalham para socorrer os feridos e encontrar aqueles que seguem desaparecidos

Um deslizamento de terra deixou dezenas de mortos no município de Mocoa, no sul da Colômbia, segundo informou o presidente Juan Manuel Santos, em visita à região neste sábado (01/04). O desastre ocorreu após as fortes chuvas dos últimos dias, que causaram transbordamento de rios.

O último balanço divulgado pelo presidente falava em 154 mortos. "Não sabemos quantos mais vão ser. Continuamos com as buscas", afirmou ele a jornalistas logo após chegar a Mocoa. "Quero dizer que meu coração e o de todos os colombianos estão agora com as vítimas desta tragédia."

Santos, que supervisiona os trabalhos de resgate no local, também anunciou que decretou estado de emergência no município de cerca de 40 mil habitantes, capital do departamento de Putumayo.

"Colocaremos em prática um plano de ação e iniciaremos o processo de ajuda humanitária. Atenderemos os feridos e daremos início aos procedimentos fúnebres para aqueles que morreram. Também restabeleceremos os serviços [de água e energia] suspensos", prometeu o presidente.

Segundo a Cruz Vermelha, que também acompanha a situação, o desastre deixou mais de 400 feridos, enquanto 220 pessoas seguem desaparecidas, o que pode elevar o número de mortos.

Muitos bairros em Mocoa ficaram cobertos de lama (picture-alliance/Zumapress/L. Castro)

Muitos bairros em Mocoa ficaram cobertos de lama

As fortes chuvas que atingiram a região ao longo da sexta-feira fizeram com que o rio Mocoa e seus afluentes Sangoyaco e Mulatos transbordassem, provocando uma avalanche de lama que surpreendeu os moradores de Mocoa na madrugada deste sábado, enquanto muitos dormiam.

O intenso fluxo de água devastou o que encontrou pelo caminho, arrastando árvores e veículos e destruindo construções. "Bairros inteiros desapareceram", relatou a governadora de Putumayo, Sorrel Aroca, em entrevista a uma rádio local. Ela classificou a tragédia como "sem precedentes" na região.

O comissário europeu para Ajuda Humanitária e Gestão de Crises, Christos Stylianides, declarou neste sábado que a União Europeia (UE) está disposta a auxiliar a Colômbia na contenção do desastre. "Estamos monitorando de perto a situação. A UE está pronta para ajudar", disse ele no Twitter.

EK/ap/afp/efe

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