Checkpoint Berlim: Ampelmännchen, um sobrevivente | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 01.07.2016
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Alemanha

Checkpoint Berlim: Ampelmännchen, um sobrevivente

Símbolo da RDA, homenzinho do semáforo conseguiu sobreviver à Reunificação e se tornar tão famoso quanto o Portão de Brandemburgo. Aos 55 anos, ele faz sucesso entre moradores e turistas.

Na primeira vez que estive em Berlim, um dos maiores símbolos da cidade foi uma das coisas que mais me chamou atenção: o Ampelmännchen (homenzinho do semáforo). Confesso que, ao visitar a capital alemã, não sabia que eles eram tão diferentes dos brasileiros. E, como achei os bonequinhos de chapéu fofos, eles foram modelos em diversas fotografias no álbum da viagem.

Durante o passeio em Berlim, fui descobrindo que o Ampelmännchen é um dos símbolos mais famosos da cidade, quase tão conhecido quanto o Portão de Brandemburgo e, com certeza, mais cult do que o monumento. Além de ser uma marca com locais de venda para produtos exclusivos, o homenzinho do semáforo estampa uma enorme variedade de objetos e peças de vestuário em praticamente todas as lojas de souvenires da capital.

Clarissa Neher vive em Berlim desde 2008

Clarissa Neher vive em Berlim desde 2008

No auge dos seus 55 anos, o Ampelmännchen tem uma história um tanto curiosa. Ele é um dos últimos resquícios da Alemanha Oriental na atual Alemanha. Com a Reunificação, o modelo do lado ocidental foi quase que imposto ao antigo pedaço socialista. Assim, símbolos, produtos e padrões de sistemas, como o educacional ou o de transporte, da República Democrática Alemã (RDA) foram engolidos pela mudança.

Ameaçado, o homenzinho do semáforo conseguiu, porém, sobreviver nesse ambiente hostil, graças ao apoio de moradores de Berlim, que criaram um comitê para salvá-lo da substituição pelo modelo adotado no lado ocidental. Um dos argumentos que evitou sua extinção foi o mesmo que serviu de inspiração para seu criador, o psicólogo para o trânsito Karl Peglau, em 1961: sua facilidade de chamar a atenção de crianças e idosos.

Depois de ter sido quase extinto, o Ampelmännchen se tornou o queridinho da cidade e conseguiu diversificar seu habitat. Agora ele não vive mais somente no lado oriental da capital alemã, mas conquistou espaço em muitos semáforos da antiga Berlim ocidental e, desde 2005, passou a substituir os colegas do oeste quando esses dão defeito.

Atualmente, o homenzinho de chapéu auxilia ainda no trânsito em outras cidades alemãs. Além disso, ele ganhou uma versão feminina e viaja pelo mundo em souvenires levados como lembrança de Berlim.

Clarissa Neher é jornalista freelancer na DW Brasil e mora desde 2008 na capital alemã. Na coluna Checkpoint Berlim, publicada às sextas-feiras, escreve sobre a cidade que já não é mais tão pobre, mas continua sexy.

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