Charge de Serena Williams é criticada como racista | Siga a cobertura dos principais eventos esportivos mundiais | DW | 11.09.2018
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Esporte

Charge de Serena Williams é criticada como racista

Comparada a desenhos racistas dos séculos 19 e 20, charge retrata a tenista durante derrota para adversária Naomi Osaka na final do Aberto dos EUA, na qual a atleta se irritou com o árbitro.

Serena Williams

A tenista Serena Williams foi retratada por cartunista com lábios grossos e nariz grande

O cartunista australiano Mark Knight se defendeu de críticas por racismo e sexismo nesta terça-feira (11/09), após ter publicado uma charge da tenista americana Serena Williams que foi considerada racista.

O desenho, publicado no jornal de Melbourne Herald Sun, retrata Williams na final do Aberto dos Estados Unidos no último sábado, quando foi derrotada pela adversária Naomi Osaka.

Desenhada com lábios grossos e nariz grande, Williams aparece saltando raivosamente sobre sua raquete de tênis ao lado de uma chupeta. No plano de fundo, o árbitro da partida pede a Osaka: "Você não poderia deixá-la ganhar?"

Usuários de redes sociais e veículos de mídia americanos notaram a imprecisão com a qual Knight desenhou Osaka. De origem haitiana e japonesa, Osaka é mais alta que Williams e tem cabelo encaracolado e escuro com mechas mais claras, mas foi representada pelo cartunista como uma pequena mulher com cabelo loiro e liso.

O The Washington Post publicou uma coluna sobre o desenho em que o compara a charge da época da segregação racial nos EUA. "Knight desenha traços faciais que refletem as caricaturas desumanizadoras tão comuns nos séculos 19 e 20", escreveu o comentarista Michael Cavna.

A autora dos livros da série Harry Potter, J. K. Rowling, ironizou Knight no Twitter: "Parabéns por ter reduzido uma das maiores atletas vivas a uma imagem racista e sexista e transformado uma segunda grande atleta numa figura supérflua e sem rosto."

Knight retrucou que a charge se refere apenas à "birra" de Williams durante a final. "A charge foi sobre isso, seu mau comportamento na quadra", disse à emissora australiana ABC. "Não tem nada a ver com gênero ou racismo."

Durante a partida contra Osaka, Williams teve diversos desentendimentos com o árbitro português Carlos Ramos, que tiveram início quando a jogadora foi advertida pela infração de receber orientações de seu treinador.

 

           

Pouco tempo depois, a tenista ficou irritada e quebrou sua raquete, pelo qual foi penalizada em um ponto. Após uma discussão em que chamou o árbitro de ladrão, foi penalizada com a perda de um game inteiro.

Williams, que acabou sendo derrotada por 6-2 e 6-4, exigiu um pedido de desculpas de Ramos e chamou a penalidade de sexista, argumentando que jogadores homens com a mesma atitude não recebem o mesmo tratamento.

A United States Tennis Association determinou que a jogadora deve pagar uma multa de 17 mil dólares pelas infrações, a serem deduzidos do seu prêmio de 1,85 milhão de dólares por ter ficado em segundo lugar no campeonato.

Williams recebeu apoio do presidente-executivo da Associação de Tênis Feminino, Steve Simon, assim como da lendária ex-tenista Billie Jean King, que questionou a advertência inicial que provocou a raiva de Williams.

A Federação Internacional de Tênis ficou do lado do árbitro. "É compreensível que esse ocorrido lamentável provoque debate. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que Ramos realizou sua tarefa de acordo com as regras e agiu a todo momento com profissionalismo e integridade”, afirmou em comunicado.

PJ/ dpa/afp/ap

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