Catedral de Colônia usa aves de rapina para afastar pombos | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 12.04.2019
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Alemanha

Catedral de Colônia usa aves de rapina para afastar pombos

Acidez de fezes de pombos coloca em risco construção histórica ao acelerar deterioração da fachada.

A histórica Catedral de Colônia, um dos pontos turísticos mais visitados da Alemanha, está usando aves de rapina para afastar pombos, que ameaçam a frágil estrutura da construção centenária com suas fezes ácidas.

O porta-voz da Catedral, Markus Frädrich, disse que, embora pombos simbolizem na arte o Espírito Santo, amor, paz e reconciliação, na vida real, eles representam um sério risco para a histórica construção, Patrimônio Mundial da Humanidade.

O ácido contido nas fezes destas aves acelera a deterioração da estrutura da catedral, disse Peter Füssenich, arquiteto que comanda os trabalhos de restauração do local. O excremento é ainda um terreno ideal para parasitas.

Para controlar a invasão de pombos, a catedral já instalou em várias áreas redes e espetos, além de destinar alguns locais específicos para nidificação. "De um lado, essas medidas coordenadas devem manter os pombos longe de muitas partes do edifício, de outro, elas levam em consideração os requisitos de proteção animal", conta Füssenich.

Falcoeiro Marco Wahl

Aves de Wahl patrulham catedral

As aves de rapina defendem a catedral de pombos e de seus excrementos perigosos desde 1979, quando foram colocados dois primeiros falcões em serviço, Agrippina e Arnold. Desde então, a torre norte da catedral virou a morada das aves. Como agora o local será restaurado, os falcões foram transferidos para a Igreja de São Martinho, também em Colônia.

Devido à transferência das aves, para continuidade ao controle natural dos pombos, a catedral engajou o falcoeiro Marco Wahl, que traz suas aves de rapina adestradas para sobrevoar o edifício histórico a cada quatro ou cinco semanas.

Segundo Wahl, esse é o método mais suave e sustentável para afastar os pombos. "A mera presença de uma ave de rapina ameaça os pombos e outros pássaros selvagens. A aparição repentina de um raptor os leva eventualmente a buscar uma nova residência", conta  o falcoeiro.

Wahl garantiu ainda que as aves de rapina não ameaçam os humanos. "As aves são animais resistentes ao estresse e estão acostumadas a grandes multidões desde pequenas. Assim, elas não deixam a agitação da cidade grande atrapalhar sua calma e não representam nenhum perigo a pedestres", acrescentou.

A Catedral de Colônia não é o único espaço público da região onde as aves de Wahl estão em ação. O falcoeiro também trabalha no controle de pássaros no aeroporto de Colônia/Bonn para evitar colisões de pombos com aviões.

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