Casos de covid-19 passam de 1 milhão no Brasil | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.06.2020

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Coronavírus

Casos de covid-19 passam de 1 milhão no Brasil

País registra recorde de 54 mil infecções em apenas um dia e passa a somar 1.032.913 confirmações da doença, menos de quatro meses após o primeiro caso. Com 1.206 mortes em 24 horas, Brasil tem quase 49 mil vítimas.

Pessoas têm temperatura testada nas ruas de São Paulo

Brasil é o segundo país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus

O Brasil superou nesta sexta-feira (19/06) a marca de 1 milhão de casos confirmados de coronavírus, após registrar um recorde de 54.771 novas infecções em apenas 24 horas. Agora, menos de quatro meses após a confirmação do primeiro caso, o país soma 1.032.913 ocorrências de covid-19.

Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Ministério da Saúde, mas a marca de 1 milhão de infectados já havia sido informada mais cedo por um consórcio entre veículos da imprensa brasileira, que após o "apagão" de dados por parte do governo federal passou a compilar dados sobre a epidemia nos 26 estados e no Distrito Federal.

Nesta sexta-feira, o Brasil registrou ainda mais 1.206 mortes em decorrência da doença, elevando para 48.954 o total de vítimas. O número de pacientes que se recuperaram superou meio milhão, chegando agora a 507.200 pessoas, segundo a pasta da Saúde.

A cifra de mais de 54 mil casos em apenas um dia foi a mais alta desses quase quatro meses de epidemia e mais que o dobro do registrado na véspera, quando foram computados 22.765 ocorrências. O recorde anterior era de 16 de junho, com 34.918 novas infecções.

Especialistas e estudos apontam, contudo, que os números reais devem ser ainda maiores por causa da falta de testagem em massa e a subnotificação dos casos e mortes.

O Brasil é o segundo país do mundo com mais casos e mortes por coronavírus, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam atualmente mais de 2,2 milhões de infectados e 118 mil óbitos.

A taxa brasileira de mortalidade é de 23,3 óbitos por 100 mil habitantes, menor que em outros países também duramente atingidos pela pandemia, como o Reino Unido, que tem cerca de 63 mortes por 100 mil habitantes. A vizinha Argentina, por outro lado, onde o primeiro caso foi confirmado poucos dias depois que no Brasil e impôs uma quarentena estrita, tem um índice de 1,7 morte.

Entre os estados brasileiros, São Paulo é o mais atingido pela epidemia, com 211.658 casos e 12.232 mortes. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 93.378 infecções e 8.595 óbitos – a taxa de letalidade fluminense, de 9,2%, é a mais alta do país.

O Ceará é o terceiro estado com maiores números absolutos, somando 89.863 casos e 5.460 mortes, seguido do Pará, com 80.072 infectados e 4.469 óbitos.

A marca de 1 milhão de casos ocorre num momento em que governadores e prefeitos flexibilizam as medidas de isolamento social em várias regiões do país.

Nesta sexta-feira, o Ministério da Saúde publicou uma portaria com orientações para a retomada de atividades no contexto da epidemia. A norma consolida recomendações e acrescenta outras para "prevenção, controle e mitigação da transmissão da covid-19".

A pasta afirma que as indicações não tiram a prerrogativa dos estados e municípios de definir as medidas de distanciamento social, mas servem como complemento.

A publicação destaca a importância de ações como o isolamento social, mas afirma que a retomada das atividades e o convívio social são também fatores de promoção da saúde mental, "uma vez que o confinamento, o medo do adoecimento e da perda de pessoas próximas, a incerteza sobre o futuro, o desemprego e a diminuição da renda, são efeitos colaterais da pandemia".

A divulgação da nova marca trágica ocorre duas semanas após o Ministério da Saúde ter dificultado o acesso aos dados completos da doença no Brasil. Em 5 de junho, o Painel Covid-19 foi ao ar desfigurado, sem os dados totais de mortes e casos no país.

A iniciativa do ministério provocou reclamações de entidades que lidam com a transparência e levantou o temor de que o governo estivesse planejando maquiar os dados. Antes de esconder parte dos dados, o ministério já vinha mudando a abordagem de divulgação, passando a destacar notícias "positivas" da epidemia e retirando informações negativas das redes sociais.

A nova política se intensificou depois da saída de Luiz Henrique Mandetta do comando da pasta e a entrada em peso de militares no ministério.

Na semana passada, o governo voltou a disponibilizar os dados completos em seu painel, no mesmo formato que vinha sendo adotado até 4 de junho. A decisão só ocorreu após uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

EK/abr/ots

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