Candidato social-democrata alemão promete 4 milhões de empregos até 2020 | Todas as informações sobre as eleições na Alemanha em 2017 | DW | 04.08.2009
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Eleição na Alemanha

Candidato social-democrata alemão promete 4 milhões de empregos até 2020

Frank-Walter Steinmeier, candidato do SPD à Chancelaria Federal alemã, aposta nos "empregos verdes" gerados com a fabricação de produtos e máquinas que respeitem o meio ambiente. Críticos o acusam de ser pouco realista.

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Frank-Walter Steinmeier

O candidato social-democrata à chefia do governo alemão, Frank-Walter Steinmeier, deu à sua visão político-econômica para a próxima década o título "O trabalho de amanhã". Desde que foi apresentado, nesta segunda-feira (03/08), o programa eleitoral vem sendo discutido no país, gerando polêmica.

Depois da crise

O atual ministro do Exterior promete criar 4 milhões de postos de trabalho na Alemanha até 2020. Seus focos são a indústria, a saúde, a educação e a "economia criativa", ou seja, mídia, cultura e publicidade. O atual número de desempregados no país é de quase 3,5 milhões.

Pontos-chave do "Plano para a Alemanha" de 67 páginas, com que Steinmeier quer concorrer à Chancelaria Federal alemã, são a sustentabilidade – a ampliação dos assim chamados "empregos verdes" –, a educação e a equiparação das mulheres no mercado de trabalho.

O social-democrata pede uma "mudança de perspectiva", pois as pessoas estariam "fartas do falatório generalizado sobre a crise". E promete que um governo federal sob sua chefia iniciará uma renovação radical da economia social de mercado, tão logo passe a crise econômica global.

Aposta no verde

Segundo Steinmeier, nenhum país possui "melhores condições para se tornar fornecedor, para o mundo, de produtos e máquinas com alta eficiência energética". Somente na indústria e na produção – que, em sua opinião, devem continuar sendo a espinha dorsal da economia alemã – ele calcula que possam ser criados 2 milhões de empregos, sobretudo com o desenvolvimento de tecnologias que respeitem o meio ambiente.

No setor de saúde ele vê o potencial para mais 1 milhão de postos de trabalho, 300 mil dos quais apenas na assistência aos idosos. A indústria criativa seria fonte de mais meio milhão de vagas, mesma quantidade gerada no comércio e nos serviços ligados à esfera doméstica.

De suas previsões consta que, no prazo de dez anos, 30% da energia do país provenha de fontes renováveis e 40%, de usinas "limpas" de gás e carvão mineral. Além disso, até 2020 a metade de todos os colegiais deveria estar capacitada a entrar no ensino superior, e o número dos estudantes universitários deve duplicar.

A favor dos pequenos e médios

O plano do candidato do SPD prevê importantes investimentos estatais em melhores escolas e universidades e na pesquisa. Pequenas e médias empresas que promovam pesquisas científicas deverão se recompensadas com benefícios fiscais. O programa eleitoral, entretanto, não contém dados concretos sobre como financiar tais investimentos.

Steinmeier anunciou, ainda, uma "aliança pela média empresa", a ser formada por empresas, sindicatos e bancos. Sua intenção é livrar sobretudo as pequenas e médias empresas dos apuros da falta de crédito. "Não podemos aceitar que se disponibilizem fianças bilionárias para os grandes bancos, enquanto as médias empresas precisam implorar por cada centavo", comentou.

Limite da realidade

Mesmo admitindo serem ambiciosos os planos de seu correligionário, o chefe do Partido Social Democrata (SPD), Franz Müntefering, considera-os praticáveis, se a meta é combater o desemprego.

"O Partido Liberal Democrata (FDP) e partes da União Democrata Cristã (CDU) [da atual chanceler federal, Angela Merkel] encaram com tranquilidade um desemprego relativamente elevado, pois isso traz disciplina. Nós, social-democratas, não queremos isso. Queremos que todos tenham uma chance e partimos do princípio que se pode alcançar boa parte dessa meta", declarou Müntefering.

Em contrapartida, o ministro da Economia, Karl Theodor zu Guttenberg, da União Social Cristã (CSU), advertiu contra promessas vazias como base da campanha eleitoral para o Parlamento. "Tenho a impressão de que as pessoas em nosso país estão, com razão, cansadas de que, antes das eleições, só lhes façam grandes promessas e se jogue números que primeiro precisariam passar por uma averiguação."

AV/dw/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

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