Cúpula do G20 busca soluções para os efeitos da pandemia | NRS-Import | DW | 21.11.2020

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G20

Cúpula do G20 busca soluções para os efeitos da pandemia

Reunião das 19 principais nações e UE visa recuperação mundial "inclusiva" e "sustentável" da crise do coronavírus. Pauta inclui pacote bilionário para vacinas e terapias. Presidência saudita do G20 é controversa.

Homem de vestimenta árabe e máscara protetora confere telefone celular diante cartaz do G20

Devido à pandemia, cúpula anual do G20 se realiza em formato virtual

A Cúpula de Líderes do G20 transcorre em formato virtual neste fim de semana (21-22/11), tendo como tema "Percebendo as oportunidades do século 21 para todos". Nela, o grupo das 20 maiores economias do mundo debaterá possíveis soluções para a crise gerada pela pandemia de covid-19.

As conferências e pronunciamentos são transmitidas pelo site do evento, organizado sob a presidência rotativa da Arábia Saudita. O rei Salman bin Abdulaziz abriu o encontro com um discurso ao vivo de boas-vindas. "Temos o dever de permanecer juntos durante esta cúpula e dar uma forte mensagem de esperança e calma, tomando medidas para mitigar a crise", disse o monarca saudita.

Durante os dois dias da reunião, os países-membros discutirão medidas visando uma recuperação "inclusiva" e "sustentável" da crise do coronavírus. Uma das questões centrais já esteve na pauta da cúpula extraordinária dos líderes do G20 em março: como tornar a vacina para a covid-19 acessível aos países menos desenvolvidos.

"Devemos trabalhar para criar as condições de vacinação acessível e equitativa para todos", enfatizou Salman, acrescentando que se deve começar a desenvolver estratégias para enfrentar futuras pandemias.

A Arábia Saudita é uma presidente controversa do grupo das nações mais poderosas do mundo, sobretudo devido às continuadas notícias sobre violações de direitos humanos no país.

A ONG Human Rights Watch, que observa há anos a situação na monarquia árabe do petróleo, denuncia em especial a repressão aos ativistas dentro do país e a guerra contra o vizinho Iêmen. Continua também sem solução o assassinato do jornalista crítico Jamal Khashoggi, presumivelmente a mando do príncipe-herdeiro Mohammed bin Salman.

Negociações bilionárias

Em comunicado, a organização da cúpula anual destacou que ela se concentrará em soluções para a crise socioeconômica gerada pela pandemia, buscando "maneiras de restaurar o crescimento e construir um futuro melhor com inclusão, resiliência e sustentabilidade em seu cerne".

"A cúpula deste ano tem mais significado, pois o mundo está observando os esforços do G20 em proteger vidas e meios de subsistência, e ajudar na recuperação pós-pandemia. Os líderes do G20 também abordarão questões para preparar o caminho para uma recuperação econômica inclusiva, sustentável e resiliente, e estabelecer as bases para um futuro melhor. Os objetivos da presidência saudita do G20 se concentram em capacitar os seres humanos, protegendo o planeta e criando novas fronteiras."

Concretamente, a presidência saudita conta que os membros do G20 investirão um total de cerca de US$ 11 bilhões em programas conjunturais. Estão previstos US$ 21 bilhões para vacinas e terapias contra a covid-19, além de US$ 14 bilhões em perdões para os juros de dívidas de países em desenvolvimento. Cabe ainda verificar se essas somas bastarão.

Também presente virtualmente ao evento, o presidente Jair Bolsonaro recebeu na sexta-feira um telefonema do príncipe Mohammed Bin Salman, a fim de discutir as relações de ambos os países e seu trabalho no âmbito do G20.

"Os dois líderes debateram as possibilidades de fomento das relações bilaterais Brasil-Arábia Saudita e coordenaram esforços para a realização da Cúpula de Líderes do G20, sediada, este ano, virtualmente, pelo Reino Saudita", informou a Secretaria Especial de Comunicação Social.

Além de Arábia Saudita e Brasil, o grupo compreende África do Sul, Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia. A Espanha é convidada permanente, enquanto Suíça, Jordânia e Cingapura têm participação especial este ano.

AV/abr,efe,dw

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