Câmara decide impeachment no domingo | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 12.04.2016
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Brasil

Câmara decide impeachment no domingo

Discussões sobre afastamento da presidente Dilma Rousseff começam na sexta e culminam com decisão final na noite de domingo, decide Cunha. Parecer precisa de 342 votos favoráveis dos deputados para seguir ao Senado.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), definiu nesta terça-feira (12/04) como será o rito de votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário da casa.

O parecer favorável ao impedimento de Dilma, elaborado pelo relator da comissão especial do impeachment, Jovair Arantes (PTB-GO), foi aprovado por 38 votos a favor e 27 contra nesta segunda.

Em reunião com o colégio de líderes, Cunha decidiu que as discussões começarão nesta sexta-feira, às 8h55. Os autores da denúncia contra a presidente e a defesa de Dilma terão 25 minutos, cada um, para se manifestar.

Na sequência, até cinco membros de cada partido com representação na Câmara terão uma hora para falar. A discussão pode durar até o dia seguinte. Deputados que quiserem discutir o relatório de Arantes poderão se inscrever para se manifestar sobre o documento favorável ao impedimento da presidente no sábado.

No domingo, a votação final na Câmara começa às 14h com falas de líderes partidários, que podem orientar suas bancadas sobre o voto. Cada deputado terá dez segundos para expressar sua decisão (sim, não ou abstenção).

O resultado deve sair no final da noite. Para a aprovação do impeachment na Câmara são necessários 342 votos favoráveis dos 513 deputados. Se receber votos suficientes, o parecer segue para avaliação do Senado.

Cunha disse que vai seguir o roteiro do processo de discussão do impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, ele deve priorizar a ordem de votação por deputados da região sul e deixar parlamentares do norte e nordeste, mais alinhados à Dilma, para o final.

A intenção seria criar uma "onda pró-impeachment" ao longo da sessão. Já para o impeachment de Collor, a ordem de votação definida foi alfabética.

KG/abr/rtr

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