Braskem sela acordo de leniência com Brasil | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 31.05.2019
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Brasil

Braskem sela acordo de leniência com Brasil

Petroquímica investigada na Operação Lava Jato se compromete a devolver 2,87 bilhões de reais aos cofres públicos. Controlada pela Obedrecht, empresa é acusada de pagar propinas.

Refinaria da Braskem no México

Braskem é a maior petroquímica da América Latina

A petroquímica Braskem – controlada pela Organização Odebrecht e Petrobras – assinou nesta sexta-feira (31/05) um acordo de leniência com a Controladoria-Geral da União (CGU) e como a Advocacia-Geral da União (AGU), no valor de 2,87 bilhões de reais. A empresa era investigada na Operação Lava Jato e se comprometeu a pagar esse montante até janeiro de 2025.

Segundo a CGU, 2 bilhões de reais serão destinados à União e outros 800 milhões de reais voltarão para a Petrobras. Antes de assinar o acordo, a Braskem já havia pago 1,3 bilhão de reais. O valor restante será depositado em seis parcelas entre 2020 e 2025.

Os valores fixados no acordo incluem o pagamento de danos à União e multas aplicadas por contratos fraudulentos que ocasionaram o desvio de recursos públicos. A medida é ainda uma punição pelo pagamento de vantagens indevidas para a aprovação de atos normativos.

"Durante as negociações, a Braskem colaborou com informações e provas sobre atos ilícitos cometidos por mais de 60 pessoas e empresas, acrescentando elementos a acordos já celebrados com outras empresas [na Operação Lava Jato]", afirmou a CGU, em comunicado. "O acordo contribui para a consolidação da segurança jurídica do microssistema de combate à corrupção e de defesa do patrimônio público e da probidade administrativa", acrescentou. 

A Braskem foi acusada de ter pago propina ao ex-ministro Antonio Palocci, político de confiança dos governos petistas, com recursos desviados de contratos com a Petrobras. A petroquímica teria subornado ainda o ex-diretor da petroleira Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

A CGU não deu mais detalhes sobre o acordo e nem os benefícios concedidos à Braskem. Acordos de leniência preveem que ao reconhecer os danos causados à administração pública por corrupção e se comprometer a ressarcir esses danos, a empresa recebe alguns benefícios, como se livrar de processos judiciais e poder participar de licitações públicas.

A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticos das Américas e maior fabricante de polipropileno dos Estados Unidos.

CN/efe/lusa/ots

______________

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Siga-nos no Facebook | Twitter | YouTube 

WhatsApp | App | Instagram | Newsletter

Leia mais