1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW

Brasil vai exigir quarentena de viajantes não vacinados

8 de dezembro de 2021

Governo anuncia novas regras para entrada no país, que descartam passaporte sanitário mas incluem isolamento de cinco dias para quem não tem imunização completa. Passageiro vacinado e testado está livre da quarentena.

https://p.dw.com/p/43yIJ
Centro de testagem contra a covid-19 no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo
Centro de testagem contra a covid-19 no aeroporto de Guarulhos, em São PauloFoto: Niyi Fote/TheNEWS2/ZUMA Wire/picture alliance

O governo federal anunciou nesta terça-feira (07/12) que passará a exigir quarentena de cinco dias para viajantes não vacinados contra a covid-19, bem como um teste negativo do tipo RT-PCR. Quem apresentar um comprovante de vacinação, por outro lado, poderá entrar no país apenas com o resultado negativo do exame.

Segundo as novas regras, passageiros não imunizados deverão realizar um teste de covid-19 no quinto dia de quarentena. Apenas se testarem negativo poderão deixar o isolamento.

As medidas foram anunciadas pelos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, da Casa Civil, Ciro Nogueira, e da Advocacia-Geral da União, Bruno Bianco, durante um pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto que não foi aberto a perguntas.

Segundo o governo, o objetivo é promover uma "reabertura das fronteiras" do país em meio à alta taxa de vacinação da população brasileira. Não ficou claro, porém, se as regras serão as mesmas para quem cruzar a fronteira por terra ou por via aérea.

Também não há detalhes sobre como será fiscalizada a quarentena dos não vacinados. Uma portaria deve ser publicada pelo governo federal ainda nesta terça-feira.

Em novembro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sugeriu ao governo que passasse a exigir o comprovante de vacinação a quem quisesse ingressar no país por terra, e também que impusesse uma quarentena de cinco dias aos não vacinados que chegassem de avião. A pressão foi redobrada com a descoberta da variante ômicron, possivelmente mais contagiosa.

À época, o jornal Folha de S. Paulo reportou que o presidente Jair Bolsonaro queria apenas reabrir as fronteiras, mas sem exigir o chamado passaporte da vacina.

Ao longo da pandemia, Bolsonaro diminuiu a importância dos imunizantes, distorceu dados sobre segurança e eficácia das vacinas e se negou a ser vacinado, pelo menos publicamente.

"De novo, porra?"

Nesta terça-feira, antes do anúncio dos ministros, o presidente voltou a criticar a recomendação da Anvisa sobre o passaporte sanitário e minimizou o perigo da ômicron, afirmando que ainda haverá "um monte de variante pela frente".

"Estamos trabalhando agora com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, porra? De novo, vai começar esse negócio? 'Ah, ômicron'. Vai ter um montão de vírus pela frente, um montão de variante pela frente. Talvez. Peça a Deus que eu esteja errado. Mas temos que enfrentar", afirmou Bolsonaro durante um evento.

A afirmação do presidente sobre a Anvisa querer fechar o espaço aéreo, porém, não está correta: a agência apenas sugeriu a exigência de um comprovante de vacinação a quem quiser entrar no país.

ek (Agência Brasil, ots)