Brasil tem 14 mil novos casos e 504 mortes por covid-19 | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 08.09.2020

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Coronavírus

Brasil tem 14 mil novos casos e 504 mortes por covid-19

Ao todo, país soma mais de 4,16 milhões de infectados e 127 mil mortos, segundo dados oficiais. TSE define protocolo sanitário para as eleições municipais, e pessoas com sintomas da covid-19 não deverão votar.

Praia de Ipanema lotada em 6 de setembro de 2020

Ipanema em 6 de setembro: praias voltaram a lotar no Rio de Janeiro, o segundo estado com mais mortos pela covid-19

O Brasil registrou 14.279 casos confirmados de coronavírus e 504 mortes ligadas à doença nas últimas 24 horas, segundo dados divulgados nesta terça-feira (08/09) pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e pelo Ministério da Saúde.

O balanço eleva o total de infectados para 4.162.073, enquanto o total de óbitos chega a 127.464. Ao todo, 3.397.234 pessoas se recuperaram da doença, e 637.375 estão em acompanhamento, segundo o ministério. O Conass não divulga número de recuperados.

Diversas autoridades e instituições de saúde alertam que os números reais de casos e mortes devem ser ainda maiores, em razão da falta de testagem em larga escala e da subnotificação.

O ritmo de transmissão da covid-19, por sua vez, está em desaceleração. Segundo dados do Imperial College de Londres, a taxa de contágio no país foi de 0,94 na última semana, a mais baixa desde o final de abril. O índice mostra para quantas pessoas um paciente contaminado transmite o vírus.

São Paulo é o estado brasileiro mais atingido pela epidemia, com 858.783 casos e 31.430 mortes. O total de infectados no território paulista supera os registrados em praticamente todos os países do mundo, exceto Estados Unidos (6,32 milhões), Índia (4,28 milhões) e Rússia (1,03 milhão). Ou seja, se São Paulo fosse um país, seria o quinto mais afetado do planeta.

A Bahia é o segundo estado brasileiro com maior número de casos, somando 272.814, seguida de Minas Gerais, com 236.663, Rio de Janeiro, com 233.373, e Ceará, que soma 222.577.

Já em número de mortos, o Rio é o segundo estado com mais vítimas, somando 16.646 óbitos. Em seguida vêm Ceará (8.567), Pernambuco (7.741), Pará (6.269), Minas Gerais (5.877) e Bahia (5.734).

A taxa de mortalidade por grupo de 100 mil habitantes subiu para 60,7 no Brasil – cifra bem acima da registrada em países vizinhos como a Argentina (22,76) e o Uruguai (1,30). O número brasileiro também supera o dos EUA, o país mais atingido do mundo, que tem taxa de mortalidade de 57,83.

Por outro lado, nações europeias duramente atingidas, como o Reino Unido (62,63) e a Bélgica (86,75), ainda aparecem à frente, embora suas taxas estejam praticamente estabilizadas, enquanto a brasileira segue crescendo.

Em números absolutos, o Brasil é o terceiro país do mundo com mais infecções, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam 6,32 milhões de casos, e da Índia, com 4,28 milhões. Mas é o segundo em número de mortos, depois dos EUA, onde mais de 189 mil pessoas morreram pela covid-19.

A Índia, que chegou a impor uma das maiores quarentenas do mundo no início da pandemia e depois flexibilizou as restrições, é a terceira nação com mais mortos, somando 72,7 mil óbitos.

Ao todo, o mundo já registrou mais de 27,4 milhões de pessoas infectadas pelo coronavírus, enquanto mais de 894 mil morreram em decorrência da doença.

Regras definidas para as eleições municipais

Nesta terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou um plano de segurança sanitária para as eleições municipais de 2020. Em função da pandemia, o tribunal estabeleceu um protocolo com medidas preventivas para eleitores e mesários que vão trabalhar no pleito em novembro. 

Segundo o plano, os eleitores só poderão entrar nos locais de votação se estiverem usando máscaras, e deverão higienizar as mãos com álcool em gel antes e depois de votar. Uma distância de um metro entre as demais pessoas deverá ser mantida. O TSE recomenda ainda que o eleitor leve sua própria caneta para assinar o caderno de votação. 

Os cerca de 2 milhões de mesários deverão trocar as máscaras de proteção a cada quatro horas, manter distância mínima de um metro entre os eleitores e os demais mesários, limpar as superfícies com álcool 70% e higienizar as mãos com álcool em gel constantemente. 

Eleitores e mesários que estiverem com sintomas da covid-19 não devem comparecer ao local de votação. Posteriormente, a ausência poderá ser justificada na Justiça Eleitoral.

EK/abr/ots

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