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Boris Johnson descarta concorrer a premiê britânico

30 de junho de 2016

Ex-prefeito de Londres, um dos favoritos a assumir liderança do Partido Conservador, diz que não é "pessoa certa" para substituir David Cameron. Anúncio repentino vem depois de ministro da Justiça retirar apoio.

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Boris Johnson
Foto: Reuters/M. Turner

O ex-prefeito de Londres e deputado conservador Boris Johnson, uma das principais figuras da campanha pelo Brexit, decidiu nesta quinta-feira (30/06) não apresentar sua candidatura ao cargo de novo primeiro-ministro britânico e à liderança de seu partido.

Johnson disse que não é a "pessoa certa" para substituir o ex-premiê David Cameron, que, após o referendo que resultou na saída do Reino Unido da União Europeia (UE) na última quinta-feira, anunciou que renunciaria.

"Depois de consultar colegas e diante das circunstâncias no Parlamento, concluí que essa pessoa não pode ser eu", declarou.

O político afirmou que o novo líder precisa transmitir "esperança" e "ambição" ao povo britânico depois do referendo que teve apoio de 52% dos eleitores pelo Brexit:

"Meu papel será dar todo suporte possível à próxima gestão do partido para assegurar que nós atendamos a demanda das pessoas no referendo e cumpramos a agenda em que eu acredito e nos ater às pessoas esquecidas desse país."

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Durante a campanha pela saída do Reino Unido do bloco, gerou enorme controvérsia a promessa feita por Johnson de que o país deixaria de enviar 350 milhões de libras esterlinas a Bruxelas todas as semanas, para investir em saúde pública.

Vários organismos públicos desmentiram esse número e disseram que a contribuição britânica à UE fica quase na metade, se for computado o reembolso negociado na década de 1980 pela então premiê Margaret Thatcher.

Disputa

Com a saída repentina de Johnson da disputa, a atual ministra do Interior, Theresa May, se torna a favorita a ocupar o cargo. Ela formalizou sua candidatura nesta quinta.

"Não deverá haver nenhuma tentativa de permanecer na UE, nenhuma tentativa de voltar ao bloco nem de um segundo referendo", afirmou.

O anúncio de Johnson vem depois de o ministro da Justiça, Michael Gove, um dos líderes da campanha pelo "Leave" e principal apoiador do ex-prefeito londrino, anunciar que também concorreria ao cargo de premiê. Nesta quinta, Gove afirmou que Johnson "não pode oferecer a liderança necessária para a tarefa que vem adiante".

Stephen Crabb, Liam Fox e Andrea Leadsom também estão na corrida pela liderança do Partido Conservador, que deve ser definida em 9 de setembro.

KG/rtr/efe