Bolsonaro pede à população que tome banho frio e evite elevador | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 24.09.2021

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Brasil

Bolsonaro pede à população que tome banho frio e evite elevador

"Ajude o Brasil", diz o presidente, que pede à população para que adote medidas para economizar energia elétrica diante do temor de um apagão.

Jair Bolsonaro

"Tomar banho é bom, mas se puder tomar banho frio, é muito mais saudável. Ajude o Brasil", disse o presidente

O presidente Jair Bolsonaro pediu nesta quinta-feira (23/09) à população que tome banho frio e evite usar o elevador para economizar energia elétrica.

"Aqui são três andares. Quando tem que descer, mesmo que o elevador esteja aberto na minha frente, eu desço pela escada. Se puder fazer a mesma coisa no seu prédio… Ajude a gente. Quanto menos mexer no elevador, mais economia de energia nós temos", apelou o presidente durante a sua live semanal nas redes sociais.

"Tomar banho é bom, mas se puder tomar banho frio, é muito mais saudável. Ajude o Brasil", acrescentou.

Também o uso do ar condicionado foi tema da declaração presidencial. "Está com 20ºC, passa para 24ºC, gasta menos energia", sugeriu Bolsonaro.

Risco de apagão

O Brasil atravessa a maior crise hídrica dos últimos 91 anos, o que levou a um forte aumento dos custos de energia e acendeu os alertas sobre a possibilidade de racionamento de eletricidade e água nos próximos meses. A seca deixou em níveis mínimos as barragens das principais hidroelétricas do país.

"Estamos enfrentando a maior crise hidrológica da história do Brasil", declarou Bolsonaro no início de setembro. "Em novembro, se Deus quiser, começa a época da chuva. Se [a chuva] não chegar, teremos problemas", frisou.

Nas últimas semanas, o governo adotou um conjunto de medidas para mitigar os efeitos da crise hídrica, como o aumento do preço da eletricidade e incentivos para estimular a redução do consumo empresarial e doméstico.

No entanto, especialistas consideraram as medidas insuficientes e não descartaram a possibilidade de apagões nas próximas semanas.

De acordo com um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado em agosto, 90% dos industriais brasileiros estão preocupados com o risco de racionamento de eletricidade ou com um aumento dos custos energéticos devido à atual crise hídrica.

Dados recentes, divulgados pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), nas regiões sudeste e centro-oeste, responsáveis por cerca de 70% do armazenamento de água do país, os depósitos hídricos estão com uma média de cerca de 20% da capacidade.

Da mesma forma, algumas das principais barragens já atingiram o nível mínimo para continuarem a gerar energia elétrica.

as (Lusa, OTS)

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