Bolsonaro é submetido a cirurgia de emergência | Eleições 2018 | DW | 13.09.2018
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Eleições 2018

Bolsonaro é submetido a cirurgia de emergência

Candidato à Presidência teve intestino delgado obstruído durante processo de cicatrização após ataque a faca sofrido em ato de campanha. Deputado passa bem, mas procedimento deve atrasar alta.

Jair Bolsonaro

Bolsonaro voltou para a UTI após cirurgia

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido a uma cirurgia emergencial na noite desta quarta-feira (12/09) por conta de uma obstrução do intestino delgado. Após o procedimento, que durou cerca de duas horas, Bolsonaro foi reencaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Albert Einstein, em São Paulo, e passa bem.

Bolsonaro está internado desde a última sexta-feira no Albert Einstein, para onde foi transferido depois de sofrer uma facada no abdômen enquanto fazia campanha em Juiz de Fora (MG) no dia anterior. O ataque atingiu uma artéria e os intestinos grosso e delgado do capitão reformado, que passou por uma primeira cirurgia na cidade mineira.

Na terça-feira, Bolsonaro havia sido transferido da UTI para uma unidade de cuidados semi-intensivos. Na manhã de quarta-feira, o hospital Albert Einstein informou que Bolsonaro tinha tido a alimentação via oral suspensa e se alimentava por via endovenosa. 

O presidenciável sentia náuseas e teve distensão abdominal, o que levou a equipe médica a submetê-lo a uma tomografia. O exame mostrou a existência de uma aderência obstruindo o intestino delgado.

A aderência ocorre quando dois tecidos do organismo se juntam numa espécie de cicatriz. Caso dificulte ou obstrua a passagem de alimentos ou líquidos pelo intestino, é considerada uma emergência médica. 

Durante a cirurgia no Einstein, foram retiradas as aderências do intestino e corrigida uma fístula surgida em uma das suturas da primeira operação.

"O paciente foi levado para a cirurgia de urgência e foram desfeitas as aderências do intestino e liberado o ponto de obstrução. Além disso, constatou-se um extravasamento de secreção entérica (secreção intestinal) a montante do ponto de obstrução em uma das suturas realizadas anteriormente para correção dos ferimentos intestinais", afirmou boletim do hospital divulgado na manhã desta quinta-feira.

"Em grandes traumas abdominais esta complicação é mais frequente do que em cirurgias programadas", acrescentam o texto.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, os médicos optaram pela cirurgia ao constatarem que o quadro de Bolsonaro evoluiu para uma obstrução total do intestino delgado ou que havia o risco de necrose de partes do órgão.

A expectativa era de que Bolsonaro ainda ficasse por volta de uma semana ou dez dias no hospital, mas, com o procedimento cirúrgico, sua internação deve se prolongar, disse o advogado de Bolsonaro, Gustavo Bebianno. Também deve demorar mais até que o presidenciável possa começar a gravar vídeos para sua campanha nas redes sociais.

O filho do deputado, Flavio Bolsonaro, comemorou o sucesso da cirurgia no Twitter. "Meu pai está pagando um preço muito alto por querer resgatar o Brasil, está literalmente dando seu sangue”, afirmou.

Bolsonaro lidera as intenções de voto para a Presidência, de acordo com umapesquisa Ibope divulgada na terça-feira. A sondagem mostrou o candidato do PSL com 26% na disputa, alta de quatro pontos percentuais ante pesquisa do mesmo instituto divulgada antes do atentado. O candidato, porém, também é líder do ranking dos presidenciáveis em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. A rejeição do deputado soma 41%.

Uma pesquisa do Datafolha revelada na véspera indicou a mesma tendência. Bolsonaro aparece na liderança, com 24% das intenções de voto, e rejeição de 43%.

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