Boko Haram entra para lista negra de terroristas da ONU e sofrerá sanções | Notícias internacionais e análises | DW | 23.05.2014
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Mundo

Boko Haram entra para lista negra de terroristas da ONU e sofrerá sanções

Decisão das Nações Unidas veio depois de pedido formal da Nigéria para que insurgentes fossem adicionados à lista de grupos ligados à Al Qaeda. Punições incluem congelamento de bens e embargo de armamento.

Estudantes nigerianos protestam contra inércia do governo no caso das mais de 200 meninas sequestradas

Estudantes nigerianos protestam contra inércia do governo no caso das mais de 200 meninas sequestradas

A Organização das Nações Unidas (ONU) declarou oficialmente o Boko Haram como um grupo terrorista ligado à Al Qaeda e impôs sanções contra os extremistas islâmicos nigerianos nesta quinta-feira (22/05). O grupo está por trás de uma série de atentados e, há um mês, reivindicou o sequestro de mais de 200 estudantes.

A decisão veio após um pedido formal da Nigéria, nesta terça-feira, para que os insurgentes fossem adicionados à lista negra de organismos terroristas ligados à Al Qaeda e foi aprovada por todos os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU. As sanções incluem congelamento de bens e embargo de armamento.

De acordo com o comitê de sanções da ONU, o Boko Haram é responsável por ataques e sequestros na Nigéria e nos Camarões e também tem sido ativo no Chade e no Níger.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power, considerou a decisão do conselho "um passo importante no apoio aos esforços da Nigéria para derrotar o Boko Haram e responsabilizar sua liderança criminosa pelas atrocidades cometidas".

Para a embaixadora nigeriana na ONU, Joy Ogwu, "o importante é atacar o problema, ou seja, o terrorismo".

O Boko Haram foi criado há 10 anos no norte da Nigéria, de maioria muçulmana, e tem como objetivo instaurar um Estado islâmico. Desde 2009, os extremistas vêm realizando atentados contra a polícia, o Exército e as autoridades nigerianas, além de igrejas e escolas. Somente neste ano, mais de 1.500 pessoas foram mortas em ataques perpetrados pelo grupo.

BWS/ap/lusa/afp

Leia mais