BKA adverte do perigo de atentados radicais islâmicos na Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 11.08.2008
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Alemanha

BKA adverte do perigo de atentados radicais islâmicos na Alemanha

Segundo o Departamento Federal de Investigações (BKA), os poucos extremistas islâmicos que existem no país dispõem de uma logística poderosa para cometer grandes atentados. Descobertos mais pontos de contato com Hisbolá.

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Jörg Ziercke divulga contatos entre ativistas na Alemanha e organizações terroristas estrangeiras

O Departamento Federal alemão de Investigações (BKA) apontou para o risco de atentados terroristas na Alemanha. Mais de 50 extremistas islâmicos residentes no país foram ou estão sendo treinados em acampamentos da Al Qaeda e da União da Jihad Islâmica (UJI), segundo declarou o presidente do BKA, Jörg Ziercke, ao diário berlinense Tagesspiegel, na edição desta segunda-feira (11/08). Alguns já retornaram ao país. Diante dessa descoberta, o BKA conclui que "existia a determinação de cometer atentados na Alemanha", afirmou Ziercke.

Além disso, o órgão de investigações alertou que o Exército alemão no Afeganistão poderia ser alvo de um atentado. O eventual executor do ato de terror seria um extremista islâmico do estado alemão do Sarre que supostamente se encontra em um campo de treinamento da Jihad Islâmica no Paquistão ou no Afeganistão.

Hisbolá presente na Alemanha

De acordo com um relato da revista Focus, o BKA também adverte da possibilidade de atentados por parte de adeptos da milícia libanesa Hisbolá na Alemanha. A organização dispõe de logística para "cometer grandes atentados contra objetos e pessoas", o jornal cita a análise de BKA. Na Alemanha vivem 900 adeptos do Hisbolá.

Um documento interno do Departamento Federal de Proteção à Constituição (BfV) pressupõe que os membros dessa organização radical islâmica possam "mobilizar-se a qualquer hora para cometer atos terroristas" na Alemanha.

Espionagem para a milícia libanesa

Em meados de julho, um estudante de Medicina de Göttingen havia sido preso em Israel, acusado de praticar espionagem para o Hisbolá. Suspeita-se que o palestino de 29 anos com passaporte israelense tenha se encontrado com informantes da organização terrorista libanesa na Alemanha. Segundo a revista Focus, um cirurgião de Göttingen colocou o estudante em contato com um agente do Hisbolá em 2005. Em pelo menos quatro encontros em Erfurt e Frankfurt, o estudante foi encarregado de praticar espionagem, tendo recebido 13 mil euros para tal.

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