Birgit Prinz: a introvertida estrela da seleção alemã | Fique informado sobre tudo o que acontece na Copa do Mundo | DW | 01.07.2011
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Copa do Mundo

Birgit Prinz: a introvertida estrela da seleção alemã

Conhecida pelo talento com a bola e por evitar as câmeras fora de campo, a atacante e capitã da seleção alemã quer coroar a carreira com o tricampeonato jogando em casa. E pendurar as chuteiras depois.

Birgit Prinz: tricampeã do mundo e três vezes a melhor jogadora

Prinz: tricampeã do mundo e três vezes a melhor jogadora

As semanas anteriores à Copa do Mundo de futebol feminino de 2011 não poderiam ter sido melhores para a jogadora alemã Birgit Prinz. No fim de março, três meses antes do início do Mundial, a atacante e sua equipe do 1. FFC Frankfurt foram as campeãs da Copa da Alemanha, derrotando o Turbine Potsdam.

Prinz é uma colecionadora de troféus – esse foi o décimo dela na Copa da Alemanha. E há ainda os inúmeros títulos internacionais conquistados ao longo dos mais de 200 jogos em que ela vestiu a camisa da seleção alemã: um número recorde de partidas representando o país.

Aos 33 anos de idade, no entanto, a estrela do time germânico tem dado declarações de que pretende pendurar as chuteiras após o Mundial. "Planejo parar depois da Copa. E se tudo correr bem, será um encerramento de sucesso", afirmou.

Estreia aos 16

A história de Prinz com a seleção oficial da Alemanha começou no dia 27 de julho de 1994, no Canadá, quando ela tinha apenas 16 anos. No último minuto da partida, a estreante marcou o gol que levou seu time à vitória por 2 a 1 contra as canadenses. No ano seguinte, ela seria a mais jovem jogadora alemã a participar de uma final de Copa do Mundo – partida que o país acabou perdendo para a Noruega.

Desde então, Prinz trilhou uma bela carreira de sucesso na seleção de seu país. Artilheira absoluta, com 128 gols marcados para a Alemanha, Prinz é a capitã do time há oito anos. Entre os principais títulos que ela traz no currículo estão duas Copas do Mundo (2003 e 2007) e cinco Campeonatos Europeus (1995, 1997, 2001, 2005, 2009). Por seu desempenho individual, a atacante foi escolhida a melhor jogadora do mundo nos anos de 2003, 2004 e 2005.

Deutschland - Norwegen

Prinz em amistoso contra a Noruega, em junho de 2011

Fora do campo, longe dos flashes

Fora de campo, a alemã evita os flashes e procura mais privacidade. "Simplesmente este não é o meu mundo, não é o que eu almejo", explica. Em público, a jogadora de 1,79m mostra-se introvertida e modesta. Diante das perguntas de jornalistas, ela dá respostas rápidas e com poucas palavras. Prinz não faz questão de ser uma estrela da mídia. "Eu poderia ter ido a mil programas de televisão e também ter ganhado muito dinheiro, mas eu percebo cada vez mais que isso não é o que eu quero", diz a craque.

Em 2003 a atacante alemã recusou a oferta do clube italiano AC Perugia para ser a primeira mulher a jogar num time profissional masculino, temendo ser vítima de um golpe de marketing. Ela também rejeitou a proposta do Real Madrid, que queria criar uma equipe feminina em torno da atacante alemã.

Frauen-Fußball-WM Finale Deutschland - Brasilien

Alemãs cercam Prinz após ela marcar o primeiro gol da vitória de 2 a 0 sobre o Brasil na final de 2007

Só em 2002 a atleta chegou a jogar por um ano fora da Alemanha, quando participou da liga de futebol feminino norte-americana pelo Carolina Courage. Lá ela ganhou o campeonato nacional Founder's Cup.

Pensando em parar

Após a conquista da Copa da Alemanha feminina deste ano, Prinz agora só tem em mente defender o tricampeonato na Copa do Mundo – o que seria um recorde no Mundial feminino. Ganhar em seu país seria a grande coroação de sua brilhante carreira, e possivelmente, o último capítulo de sua história na seleção alemã.

Mas não é possível ter certeza que a alemã realmente vai parar após o Mundial. Ela sabe a importância que tem dentro da seleção alemã. E se ganhar mais um troféu para a sua já vasta coleção ao final do campeonato, possivelmente ela pode querer permanecer em campo por mais uns dois ou três anos.

Autor: Thomas Klein (ms)
Revisão: Alexandre Schossler

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