Biden anuncia força-tarefa para combater covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 09.11.2020

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Estados Unidos

Biden anuncia força-tarefa para combater covid-19

Médica brasileira e cientista rebaixado por Trump por criticar a hidroxicloroquina fazem parte da equipe. Grupo vai traçar a estratégia do governo do presidente eleito para responder à pandemia nos EUA.

Joe Biden com máscara

Biden lembrou ainda da importância do uso da máscara

Em uma de suas primeiras ações, o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta segunda-feira (09/11) a criação de uma força-tarefa para desenvolver a estratégia de combate à de covid-19 no país, que é o mais atingido pela pandemia no mundo. Uma médica brasileira é uma das escolhidas pelo democrata para integrar a equipe formada por 13 especialistas.

"Lidar com a pandemia de coronavírus é uma das batalhas mais importantes que o novo governo irá enfrentar e eu serei assessorado por cientistas e especialistas", afirmou Biden numa clara guinada na política sobre o tema em relação à atual administração americana, que minimizou a pandemia ao longo dos meses.

Formada para atuar durante a transição, a força-tarefa irá auxiliar na preparação da resposta do novo governo à covid-19. "O conselho consultivo ajudará a forma minha abordagem para administrar o aumento das infecções, garantir a segurança e eficácia das vacinas, além de uma distribuição eficiente, equitativa e gratuita delas e para proteger os grupos de risco", destacou Biden.

A força-tarefa é composta por especialistas em saúde pública e cientistas. Entre eles está a médica brasileira especialista em doenças infecciosas Luciana Borio, que vive desde os anos 1980 nos Estados Unidos. Entre 2010 e 2019, Borio trabalhou no Conselho de Segurança Nacional americano na área de biodefesa, onde atuou no combate à epidemia de zika e ao surto de ebola.

Biden incluiu ainda na equipe o virologista Rick Bright, que perdeu um cargo de chefia de uma agência de pesquisa federal americana após criticar a resposta do governo Donald Trump à pandemia. Ele alegou que foi rebaixado de cargo por resistir à pressão política para promover a hidroxicloroquina no tratamento da covid-19. O medicamento para tratar malária não tem eficácia comprovada contra o coronavírus.

Biden afirmou ainda ver um sinal de "esperança" no anúncio da farmacêutica americana Pfizer de que a sua vacina é 90% eficaz contra a covid-19, mas alertou que a "batalha" ainda continua. O presidente eleito lembrou que a vacinação ampla não deverá ocorrer já nos próximos meses e destacou a importância de usar máscara e manter o distanciamento social.

"Os americanos deverão continuar confiando em máscara, no distanciamento, no rastreamento de contatos, na lavagem das mãos em outros medidas para se manterem seguros no próximo ano. As notícias de hoje são ótimas, mas não mudam o fato", ressaltou.

Com 9,9 milhões de casos, os EUA são a nação mais atingido pela pandemia e recentemente o número diário de novas infecções vem batendo recordes e já ultrapassou 100 mil por dia. O país também concentra o maior número de mortes, com 237 mil óbitos, segundo a Universidade Johns Hopkins.

CN/dpa/rtr/ap

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