Biden alerta para mais mortes por covid-19 se Trump dificultar transição | Notícias internacionais e análises | DW | 17.11.2020

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Estados Unidos

Biden alerta para mais mortes por covid-19 se Trump dificultar transição

Recusa do presidente a reconhecer derrota e colaborar no processo de transição impede coordenação na luta contra a pandemia, diz democrata. Casos da doença no país saltaram de 10 milhões para 11 milhões em uma semana.

Joe Biden

"Estamos entrando num inverno muito sombrio. As coisas vão ficar muito mais difíceis antes de melhorar", alertou Biden

O presidente eleito dos EUA, Joe Biden, advertiu nesta segunda-feira (16/11) que a obstrução do processo de transição por parte do presidente Donald Trump poderá elevar o número de mortes por covid-19 no país.

Em entrevista em Wilmington, no estado de Delaware, onde mora, Biden ressaltou que uma segunda vacina em testes contra o novo coronavírus está caminhando para a aprovação. Porém, disse que de nada adianta ter essa vacina, da companhia farmacêutica Moderna, se não houver um plano sólido para vacinar toda a população.

"Quanto mais cedo tivermos acesso ao plano do governo para distribuir a vacina, mais cedo esta transição avançará", disse.

Questionado sobre qual é a maior ameaça da recusa de Trump em reconhecer a derrota, Biden respondeu: "Que mais pessoas podem morrer se não coordenarmos."

"A Casa Branca diz ter um programa que não trata apenas de como obter vacinas, mas de como distribuí-las. Se tivermos que esperar até 20 de janeiro para conseguir esse plano, é um mês ou mês e meio de atraso", disse Biden, referindo-se à data da posse presidencial.

"As coisas vão ficar muito mais difíceis"

O ex-vice-presidente no governo de Barack Obama lembrou que os Estados Unidos estão passando por um forte aumento de casos – eles subiram em 1 milhão só na última semana, ultrapassando a marca de 11 milhões desde o início da pandemia.

"Estamos entrando num inverno muito sombrio. As coisas vão ficar muito mais difíceis antes de melhorar", alertou.

Biden afirmou, entretanto, que pelo menos agora há um caminho claro para uma vacina, com as boas notícias das farmacêuticas Moderna e Pfizer.

"Eu não hesitaria em tomar a vacina. A única razão pela qual as pessoas estão questionando a vacina agora é por causa de Donald Trump", declarou.

AS/efe/afp/dpa/rtr

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