Berlusconi pode voltar à vida política, decide tribunal | Notícias internacionais e análises | DW | 12.05.2018
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Mundo

Berlusconi pode voltar à vida política, decide tribunal

Condenado cinco anos atrás por fraude, ex-primeiro-ministro estava barrado de cargos públicos. Apesar de "reabilitado", decisão pode ter chegado tarde demais para mais uma candidatura do "Cavaliere" octogenário.

O Tribunal de Vigilância de Milão anunciou neste sábado (12/05) a "reabilitação" do ex-premiê da Itália, Silvio Berlusconi, cancelando, para todos os efeitos, a condenação proferida em agosto de 2013, por fraude fiscal de seu grupo de mídia Mediaset.

Segundo o jornal italiano Corriere della Sera, a decisão é de caráter imediato. Assim, o "Cavaliere" de 81 anos, que já cumpriu três mandatos como chefe de governo da Itália, volta a ser elegível para cargos públicos e teoricamente pode se candidatar como premiê, caso falhem de vez os esforços de formação de governo da ultradireitista Liga (antiga Liga Norte) e do populista Movimento Cinco Estrelas (M5S).

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"Finalmente chegaram ao fim cinco anos de injustiça", declarou em comunicado o partido de Berlusconi, Força Itália: "Berlusconi pode novamente ser candidato". Segundo a atual líder da legenda, Mara Carfagna, a "reabilitação" põe fim a uma "perseguição judicial" que "não arranhou a força de uma grande liderança, a qual, num cenário político profundamente mudado, é, ainda hoje, fundamental e central".

Tarde demais?

Segundo o procurador-geral de Milão, Roberto Alfonso, os promotores têm 15 dias para decidir se apelarão da sentença. No entanto a decisão poderá ter vindo tarde demais para o político conservador, já que que parecem estar chegando a termo as delongadas negociações entre Matteo Salvini, da Liga, e Luigi di Maio, do M5S.

O presidente italiano, Sergio Mattarella, deu prazo até a segunda-feira para que os dois líderes alcancem um acordo. Do contrário, indicará um primeiro-ministro não político para governar o país, o mais tardar até o fim do ano.

A aliança Liga-Força Itália conquistou 37% dos votos nas eleições gerais de marco, enquanto o M5S tornou-se o maior partido, ficando, sozinho, com 33%. Embora excluído de concorrer, o "Cavaliere" participou ativamente da campanha em nome da coligação populista-ultradireitista.

No entanto as conversas de coalizão governamental ficaram paralisadas, sobretudo devido à recusa do Cinco Estrelas de negociar com Berlusconi, o qual acusam de encarnar a corrupção política da Itália. Na quarta-feira, o octogenário dera a Salvini o sinal verde para negociar sem ele.

De escândalos sexuais a serviços à comunidade

Depois de dominar a política italiana por mais de duas décadas, nos últimos anos Silvio Berlusconi tem lutado para se manter politicamente relevante.

O magnata da mídia foi forçado a renunciar à chefia de governo em 2011. Justamente no auge da crise de endividamento na zona do euro, viera à tona uma série de escândalos sexuais envolvendo suas notórias festas de "bunga bunga".

Condenado dois anos mais tarde, o bilionário aceitou a cumprir a sentença prestando serviços à comunidade, optando por assistir os internos de uma clínica para pacientes de mal de Alzheimer.

AV/afp,ap,rtr

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