Berlim empresta 100 milhões de euros à oposição líbia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 24.07.2011
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Berlim empresta 100 milhões de euros à oposição líbia

A Alemanha anunciou um empréstimo de até 100 milhões de euros aos rebeldes líbios para ajudar na reconstrução do país. Trípoli sofre novo bombardeio da Otan e Kadafi diz que Líbia enfrenta uma "conspiração colonial".

default

Dinheiro vai ajudar na reconstrução do país

A Alemanha anunciou neste domingo (24/07) que fará um empréstimo aos rebeldes líbios no valor de até 100 milhões de euros. "Por causa da guerra do coronel Kadafi contra o seu próprio povo, a situação na Líbia é muito difícil", justificou em Berlim o ministro alemão do Exterio, Guido Westerwelle.

Segundo o comunidado, a verba servirá para fortalecer o Conselho Nacional de Transição (CNT), "para que possa construir as estruturas necessárias e superar problemas de fornecimento, desde medicamentos a alimentos".

Westerwelle informou ainda que o financiamento à oposição líbia, agrupada no CNT, é necessário porque os ativos congelados existentes na Alemanhado do ditador líbio, Muammar Kadafi, ainda não podem ser liberados.

O ministro também lembrou que os "vários bilhões" do ditador congelados no exterior não poderão ser usados agora, "embora pertençam ao povo líbio". O político alemão observou que esse dinheiro será empregado como garantia do crédito "assim que o Conselho de Segurança da ONU o liberar para um governo líbio de direito". Somente na Alemanha, a cifra congelada somaria mais de sete bilhões de euros.

Libyen Machthaber Gaddafi TV Auftritt Vertreter Stämme

Kadafi rejeita culpa em morte de opositores

A Alemanha tentou a liberação das contas congeladas do regime Kadafi em favor do governo em Bengasi, mas esbarrou na oposição de Rússia e China. Até agora, Berlim havia disponibilizado 15 milhões de euros em ajuda humanitária.

Bombardeios da Otan em Trípoli

A Otan realizou neste domingo ataques aéreos contra alvos militares em Trípoli, enquanto Kadafi denunciava numa mensagem em áudio uma "conspiração colonial" contra o seu país, que vive em caos há mais de cinco meses.

"Em Trípoli, atingimos dois centros de controle e de comando, dois lançadores de mísseis terra-ar e uma bateria antiaérea", informou um responsável da Otan a partir da sede da operação da força internacional, em Nápoles, Itália.

Nas primeiras horas deste domingo, duas explosões atingiram o bairro onde reside o ditador Kadafi, no centro da capital, e foram seguidas de explosões no leste e sudeste de Trípoli.

Kadafi se diz vítima de conspiração

O líder líbio afirmou numa mensagem de áudio divulgada durante a noite pela televisão estatal que os problemas que atingem o país são uma "conspiração colonial". Kadafi rejeitou as acusações de eliminação de opositores e da morte de milhares de manifestantes, lançadas por grupos de defesa dos direitos humanos. "Apenas oito pessoas morreram e está decorrendo um inquérito para determinar em que circunstâncias", disse.

Libyen Spanien Mahmoud Jibril in Madrid

Representante do CNT, Mahmoud Jibril, em Madri

Kadafi exprimiu, ainda, sua solidariedade em relação ao ex-presidente egípcio, Hosni Mubarak, que abandonou o poder em fevereiro, afirmando que é um homem "pobre, modesto" e que "ama" seu povo.

Condições para cessar-fogo

Esta semana, o segundo homem da rebelião líbia admitiu implicitamente que ditador possa vir a permanecer no país, desde que se afaste da vida política.

"Penso que o mais importante é que Kadafi deixe o poder. Quando essa etapa for ultrapassada, poderemos passar à próxima fase, ou seja, decidir onde ele poderá ficar e que tipo de entendimento é possível", disse Mahmud Jibril numa entrevista coletiva realizada em Madri.

Jibril reagia a declarações feitas na última quarta-feira pelo ministro do Exterior francês, Alain Juppé, admitindo que Kadafi possa permanecer na Líbia, desde que se mantenha afastado da vida política, condição prévia para um cessar-fogo. "Quem vai decidir é o povo líbio", acrescentou o representante do CNT.

MD/dapd/lusa/dpa
Revisão: Nádia Pontes

Leia mais