Barbados pretende destituir Elizabeth 2ª como chefe de Estado | Notícias internacionais e análises | DW | 16.09.2020

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Mundo

Barbados pretende destituir Elizabeth 2ª como chefe de Estado

Governo da ex-colônia britânica no Caribe afirma que "chegou a hora de deixar totalmente o passado colonial para trás". População barbadense deseja um chefe de Estado local, diz governadora-geral.

A rainha Elizabeth e o príncipe Philip durante uma visita a Barbados em 1966, ano em que o país se tornou independente

A rainha Elizabeth e o príncipe Philip durante uma visita a Barbados em 1966, ano em que o país se tornou independente

Barbados pretende destituir a rainha Elizabeth 2ª do cargo de chefe de Estado e se tornar uma República, anunciou na terça-feira (15/09) o governo da pequena nação caribenha, reavivando um plano discutido várias vezes no passado.

Ex-colônia britânica que conquistou a independência em 1966, Barbados manteve nas últimas décadas um vínculo formal com a monarquia do Reino Unido, assim como alguns países que já fizeram parte do Império Britânico, entre eles a Jamaica e o Canadá.

"Chegou a hora de deixarmos totalmente nosso passado colonial para trás", disse a governadora-geral de Barbados, Sandra Mason, num discurso em nome da primeira-ministra do país, Mia Mottley.

"Os barbadianos querem um chefe de Estado barbadense. Esta é a declaração final de confiança em quem somos e no que somos capazes de alcançar. Portanto, Barbados dará o próximo passo lógico em direção à soberania plena e se tornará uma República quando celebrarmos nosso 55º aniversário da independência."

O mencionado aniversário de independência acontecerá em novembro de 2021.

O Palácio de Buckingham informou que o plano concerne apenas ao povo de Barbados. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido reiterou que a decisão caberia a Barbados.

"Barbados e o Reino Unido estão conectados em nossa história, cultura, idioma compartilhados e muito mais. Temos uma parceria duradoura e continuaremos a trabalhar com eles, juntamente com todos os nossos valiosos parceiros caribenhos", disse uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Atualmente, o governador-geral de Barbados é nomeado pela rainha sob recomendação do primeiro-ministro da ilha. O governador-geral representa a rainha em eventos formais, como a abertura do Parlamento estadual, a ocasião em que Mason fez o discurso na terça-feira.

Barbados, uma nação que consiste em apenas uma ilha nas Pequenas Antilhas, é o país mais oriental do Caribe, com uma população de 287 mil pessoas – 90% dela é formada por descendentes de africanos ou mestiços.

Por séculos a economia local foi extremamente dependente de exportações de açúcar, mas nos últimos anos a ilha diversificou as atividades, passando a apostar no turismo. A premiê Mia Mottley assumiu o posto em 2018. É a primeira mulher a chefiar o governo de Barbados.

JPS/rtr/ots

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