Bancos deram fraude bilionária no fisco alemão, afirma jornal | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 06.11.2013
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages
Publicidade

Economia

Bancos deram fraude bilionária no fisco alemão, afirma jornal

Institutos financeiros nacionais e internacionais se aproveitavam de lacuna na lei, afirma imprensa. Promotoria pública investiga. Político verde critica procedimento dos bancos.

Diversos bancos alemães e estrangeiros fraudaram durante anos o fisco alemão, embolsando impostos bilionários em negócios duvidosos com ações. Segundo noticiou o jornal Süddeutsche Zeitung, documentos internos comprometem seriamente os institutos financeiros, e a promotoria pública está investigando vários casos.

O diário teve acesso a comunicados internos do banco privado suíço Safra Sarasin e do alemão HypoVereinsbank (HVB), os quais revelam que, aproveitando uma lacuna na lei, entre 2005 e 2008 o HVB e seus clientes receberam do Estado alemão a devolução de impostos sobre capital que nunca haviam sido pagos.

Na prática, os bancos recebiam a mesma restituição duas vezes. De acordo com o Süddeutsche Zeitung, essa manobra denominada dividend stripping não é mais possível desde que a lacuna legal foi fechada, em 2012.

O Safra Sarasin negou qualquer participação nos negócios ilícitos com dividendos. "Em nenhum momento o banco enganou o fisco alemão ou se enriqueceu através dele." Quanto ao fundo de investimentos denunciado pelo jornal, tratar-se-ia de "um entre vários fundos semelhantes, considerados legítimos pelo direito fiscal alemão."

Em entrevista à emissora NDR, o porta-voz para assuntos financeiros do Partido Verde, Gerhard Schick, comentou que o caso revela muito sobre o modo de operar dos bancos. "Ele mostra que, pelo menos durante muitos anos, em muitos bancos, realizaram-se, com grande disposição, negócios que prejudicam nossa sociedade – e, ao que tudo indica, sem a consciência de que estavam agindo ilegalmente", ironizou.

AV/afp/rtr