Autoridades eleitorais nos EUA confirmam não haver evidências de fraude | Notícias internacionais e análises | DW | 13.11.2020

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Estados Unidos

Autoridades eleitorais nos EUA confirmam não haver evidências de fraude

Eleições de 2020 foram "as mais seguras da história", afirmam responsáveis pela segurança do processo eleitoral nos níveis estadual e federal, contrariando alegações de irregularidades feitas pelo presidente Trump.

Responsáveis pela segurança do processo eleitoral nos EUA sustentam que não há provas de irregularidades na votação

Responsáveis pela segurança do processo eleitoral nos EUA sustentam que não há provas de irregularidades na votação

Autoridades eleitorais nos níveis estadual e federal nos Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira (12/11) que não há qualquer evidência de fraude nas eleições presidenciais americanas de 3 de novembro.

Os responsáveis pela segurança do processo eleitoral em todo o país sustentam que "não há provas de que quaisquer sistemas de votação tenham apagado, perdido ou modificado votos, ou que estivessem comprometidos de qualquer maneira". Eles rejeitaram as alegações feitas pelo presidente Donald Trump, de que irregularidades nas apurações teriam resultado na sua derrota para o democrata Joe Biden.

"As eleições de 3 de novembro foram as mais seguras da história americana", afirma um comunicado do Conselho Governamental de Coordenação da Infraestrutura das Eleições. A entidade privada é subordinada ao principal órgão de segurança eleitoral no país, a Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura (Cisa), do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

"Enquanto estamos cientes de que existem diversas alegações infundadas e oportunidades para desinformações sobre o nosso processo eleitoral, podemos assegurar que temos total confiança na segurança e integridade de nossas eleições", afirmam os responsáveis por garantir a segurança das votações em todo o país.

O comunicado foi assinado pelos chefes da Associação Nacional de Diretores das Eleições Estaduais e pela Associação Nacional de Secretários de Estado, além do presidente da Comissão de Assistência Eleitoral dos EUA.

A declaração veio pouco depois de Trump compartilhar em seu perfil no Twitter uma alegação não comprovada de que uma empresa que fabrica equipamentos utilizados nas eleições teria "apagado" 2,7 milhões de votos para o republicano e modificado outras centenas de milhares em favor de Biden. A suposta fraude teria ocorrido na Pensilvânia e em outros estados. A empresa Dominion Voting Systems e as autoridades da Pensilvânia negaram as acusações.

No comunicado, as autoridades eleitorais afirma que revisam e reverificam os resultados nos estados antes de certificar os números das votações. "Quando os estados encerrarem as eleições, muitos vão fazer recontagens das cédulas. Todos os estados com resultados com margens apertadas na votação presidencial de 2020 possuem registros impressos de cada voto, o que permite recontar cada cédula, se necessário", diz a nota.

Antes da divulgação do comunicado, havia rumores de que Trump poderia demitir o diretor da Cisa, Chris Krebs, que trabalhou intensamente nos últimos dias para afastar acusações infundadas de fraude em meio às apurações em todo o país.

Nos últimos dias, circulam pela internet inúmeros boatos sobre votos corrompidos que teriam "roubado" a vitória de Trump. Além disso, a campanha republicana entrou com múltiplos processos na Justiça com acusações de irregularidade, mas nenhuma dessa ações conseguiu avançar nos tribunais.

RC/afp/ots

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