Aumenta abismo entre ricos e pobres na Alemanha | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 15.06.2010
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Alemanha

Aumenta abismo entre ricos e pobres na Alemanha

Classe média encolhe, enquanto número de pobres e de ricos aumenta. Cientistas econômicos advertem para desestabilização da sociedade.

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Mendigo pede dinheiro em cartaz numa cidade alemã

Um estudo divulgado nesta terça-feira (15/06) pelo Instituto Alemão de Pesquisas Econômicas (DIW, do alemão) aponta que, além de o número de pessoas pobres na sociedade estar aumentando, elas dispõem de cada vez menos dinheiro para sobreviver. Por outro lado, aumentam os vencimentos dos ricos.

O estudo, que engloba o período entre 2000 e 2009, revela que a quantidade de pobres entre a população aumentou de 17,8% para 21,7%, que – descontada a inflação – a média de seus rendimentos líquidos caiu de 680 para 677 euros mensais.

Por outro lado, a parcela dos considerados ricos aumentou de 15,6% para 16,8%. Os rendimentos médios mensais destes aumentaram de 2.400 para 2.700 euros. Em 2008, a cota chegou inclusive a 18,8%, mas baixou devido à crise econômica e financeira.

Cada vez menos classe média

O estudo considera classe média quem tem rendimentos líquidos médios entre 860 e 1.844 euros mensais. A parcela destes na sociedade alemã diminuiu de 66,5% para 61,5%. Os pesquisadores advertem que, a longo prazo, esta tendência é preocupante. Ainda assim o rendimento líquido médio mensal dessa fatia da população aumentou, de 1.287 euros em 2000, para 1.311 euros no ano passado.

Segundo o estudo, pessoas da classe média manifestaram fortes temores de quedas em sua qualidade de vida. Os responsáveis pelo estudo advertem que isso pode implicar riscos de disseminação de xenofobia e outras formas de discriminação.

Face a estes dados, os pesquisadores consideram muito problemático o pacote de contenção de despesas com que o governo alemão pretende economizar 80 bilhões de euros em quatro anos. O economista Jan Goebel, do DIW, criticou que o pacote atinge "apenas os de baixa renda". Para ele, não está claro por que as pessoas com rendimentos mais altos não precisam prestar uma contribuição maior.

RW/dpa/kna/epd

Revisão: Augusto Valente

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