Ativistas denunciam prisão de mais um opositor em Belarus | Notícias internacionais e análises | DW | 09.09.2020

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Europa

Ativistas denunciam prisão de mais um opositor em Belarus

Advogado teria sido levado por homens mascarados. Ele era um dos dois integrantes de comitê de líderes oposicionistas ainda em liberdade no país. Incidente ocorre em meio a uma série de prisões de críticos do governo.

 Maxim Znak

Maxim Znak teria sido levado por mascarados

Um dos nomes mais importantes da oposição em Belarus que ainda estava livre no país foi detido por homens mascarados em roupas civis, afirmaram ativistas nesta quarta-feira (09/09).O incidente ocorre em meio a uma série de detenções e expulsões de líderes dos protestos em massa que ocorrem há mais de um mês no país e dias depois da prisão de Maria Kolesnikova, outra figura de destaque da oposição.

Maxim Znak, que atuou como advogado para o candidato presidencial preso Viktor Babaryko, deveria participar de uma videochamada, mas não apareceu. Em vez disso, enviou a palavra "máscaras" ao grupo, segundo a assessoria de imprensa de Babaryko.

Uma testemunha também disse ter visto Znak, de 39 anos, sendo levado na rua perto de seu escritório por vários homens em roupas civis e usando máscaras.

Juntamente com a escritora Svetlana Alexievich, de 72 anos, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura em 2015, Znak era o último dos sete membros do Conselho de Coordenação que permanecia livre.

O Conselho de Coordenação foi criado pela oposição para facilitar as negociações com o autoritário presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko.

A polícia bielorrussa inicialmente disse não ter conhecimento da alegada detenção, mas relatos da mídia também indicam que o escritório de Znak fora revistado.

Znak era advogado de Viktor Barbariko, que pretendia concorrer contra Lukashenko nas eleições de agosto antes de ser preso em junho.

Maria Kolesnikova, outra figura da oposição, também zteria sido raptada na rua em Minsk na segunda-feira e colocada em uma van por homens mascarados vestindo roupas civis, antes de reaparecer na fronteira com a Ucrânia na terça-feira.

Kolesnikova, de 38 anos, uma das principais vozes da oposição em Belarus, foi detida na fronteira do país com a Ucrânia, em mais um capítulo da escalada de repressão do regime de Alexander Lukashenko contra opositores.

Enquanto as autoridades bielorrussas alegam que a ativista foi presa após tentar fugir irregularmente pela fronteira ucraniana nesta terça-feira, o governo em Kiev e aliados de Kolesnikova afirmam que ela foi detida após resistir a uma deportação forçada pelo regime em Belarus.

Dois outros membros do Conselho de Coordenação foram capturados naquele mesmo dia: o secretário de imprensa Anton Rodnenkov e o secretário-executivo Ivan Kravtsov.

Eles foram levados, junto com Kolesnikova, à fronteira com a Ucrânia e, segundo relatos, obrigados pelas autoridades bielorrussas a deixar o país. Enquanto os dois homens atravessaram para o território ucraniano, Kolesnikova resistiu à deportação forçada.

A líder oposicionista Svetlana Tikhanovskaya , que concorreu contra Lukashenko nas eleições presidenciais de 9 de agosto e que agora está no exílio na Lituânia, pediu à Rússia que "apoie o povo bielorrusso" em uma mensagem de vídeo nesta quarta-feira, descrevendo a Rússia como líder de uma "campanha de propaganda" contra o movimento de protesto.

Horas depois, Lukashenko anunciou que visitaria a Rússia na próxima semana.

Os manifestantes contestam os resultados oficiais da eleição que Lukashenko reivindica ter vencido com 80% dos votos. Centenas de milhares de pessoas vêm protestando nas ruas neste último mês. No último domingo, mais de 100 mil pessoas protestaram em Minks e outras cidades contra o governo.

As autoridades prenderam mais de 600 pessoas no fim de semana. Grupos de direitos humanos relataram centenas casos de tortura. A polícia disse ter detido mais 121 pessoas em protestos nesta terça-feira.

Lukashenko está no poder há 26 anos e costuma ser chamado de “o último ditador da Europa”.

MD/rtr/afp

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